Curitiba ganha monumento em homenagem à santa das causas impossíveis

Redação

Devotos de Santa Rita de Cássia podem acompanhar pelo Facebook do Santuário a missa e a apresentação da imagem amanhã (21), a partir das 19h
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Dentro dos festejos de Santa Rita de Cássia – conhecida como a santa das causas impossíveis e considerada pelo Vaticano a terceira mais popular do mundo – o Santuário Santa Rita de Cássia [rua Padre Dehon, 728, no bairro Hauer, em Curitiba], inaugura amanhã (21) um monumento de 4 metros de altura em homenagem à sua padroeira. As informações são da assessoria de imprensa do santuário.

A apresentação da imagem – que foi instalada num pedestal em frente ao santuário – acontece após a celebração da missa e novena, que começa às 19h. A celebração e a inauguração serão transmitidas pelo Facebook (Facebook.com/staritactba). Assim, todos poderão acompanhar esses momentos tão especiais para a comunidade, sem gerar aglomerações e com total segurança.

O monumento foi adquirido com o apoio dos devotos e ficará aberto à visitação no sábado e domingo. A orientação da paróquia é que os fiéis organizem as visitas ao Santuário mantendo o distanciamento e usando máscaras de proteção.

“Durante o fim de semana, nosso templo estará aberto e pedimos àqueles devotos que tradicionalmente se deslocam até à igreja com as rosas para Santa Rita, para que sigam as recomendações que a pandemia exige”, explica o pároco-reitor Carlos Alberto Rodrigues, scj.

Festejos adaptados para o período de restrições sanitárias

Por causa da pandemia, o Santuário de Santa Rita de Cássia fez adaptações no roteiro da festa e vai seguir todos os protocolos de segurança e distanciamento recomendados pelos órgãos sanitários.

Para evitar aglomerações, o almoço festivo que reunia multidões foi substituído. Neste ano, os devotos e visitantes podem adquirir antecipadamente o bilhete para o churrasco de filé ao preço de R$ 55,00. As encomendas devem ser feitas até amanhã (dia 21), na secretaria do Santuário ou pelos tels. 41-3276-2075, 3278-6557 e 98778-1840.

No dia 23, o público deverá ir ao local buscar as encomendas – a partir das 11h30 – e retornar aos lares, pois não será permitido consumo no local. A entrega acontecerá no sistema drive-thru.

Veja a programação

Nos dias 21 e 22 de maio também ocorre a tradicional venda de bolo com imagens em miniatura da santa. Já a missa solene campal e a chuva de pétalas de rosas – que atraiam milhares de visitantes e romeiros de várias cidades e estados do Brasil – foram suspensas para evitar aglomerações.

A missa e novena presencial de amanhã (dia 21) terá limitação de público e será transmitida pelo Facebook.com/staritactba, às 19h.

Além das demonstrações de fé e agradecimento que ocorrem durante esse período, um dos pontos altos do evento em 2021 será a inauguração do monumento – o maior de Santa Rita de Cássia na capital paranaense.

Feito em fibra de vidro e resistente às intempéries climáticas, a imagem que homenageia a padroeira foi realizada pelo artista plástico Luiz Carlos Brazzale e a equipe da Pietá – uma das maiores fabricantes de artefatos e arte sacra do país – que fica em Londrina-PR e atua há 30 anos no mercado.

No dia 22 estão previstos missas e novenas às 7h, 9h, 14h, 16h, 18h30. Às 12h, acontece apenas a novena.

Religiosidade e popularidade

A festa em honra à Santa Rita de Cássia – celebrada em 22 de maio – é um dos eventos mais tradicionais do bairro Hauer. A devoção à santa está presente desde a chegada dos pioneiros colonizadores da região, em 1863.

O santuário recebe devotos de todo o Brasil ao longo do ano. “Muitos fiéis chegam para agradecer a intercessão de Santa Rita de Cássia junto a Deus. E é por isso que a igreja também está sempre florida, especialmente às quintas-feiras, quando temos os dias devocionais e as novenas. As flores representam gratidão”, explica o sacerdote.

O Santuário de Santa Rita de Cássia também é conhecido por manter, todas as quintas-feiras, uma novena perpétua em honra à padroeira às 9h, 16h e 19h. As celebrações das 9h e 19h são acompanhadas de missas.

De acordo com o Vaticano, atualmente Santa Rita de Cássia é considerada como a terceira santa mais popular do mundo.

História e vida de fé

 

Santa Rita nasceu na Itália, em 1381. Chamada Margherita, ganhou o carinhoso apelido de Rita com o qual seria conhecida no mundo todo, associado ao título de Santa das Causas Impossíveis.

Sua história de fé começa com um casamento contrariado. Conta a narrativa que para satisfazer ao gosto dos pais, a jovem casou com um homem temperamental com o qual teve dois filhos. Durante os 18 anos do matrimônio, ela procurou pregar a paz e a harmonia no lar e, à custa de muita oração, abrandou o temperamento forte do esposo chamado de Paulo Ferdinando.

Um dia, entretanto, seu marido foi brutalmente assassinado e jogado à beira de uma estrada. Na intenção de vingar a morte do pai, os dois filhos de Rita juraram fazer o mesmo com seus malfeitores. Para evitar que seus filhos fizessem o mal a terceiros, Rita pediu que Deus os protegesse e, se fosse o caso, levasse suas almas. E foi o que aconteceu. Os dois morreram, vítimas de uma doença sem cura, após perdoarem os criminosos que tanto odiavam.

Abalada com a morte do esposo e dos filhos, Rita desejou recolher-se ao Convento das Agostinianas de Cássia, mas não foi aceita. Com espírito fervoroso, rogou aos santos de sua devoção: São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino. Ingressa no convento, viveu ali 14 anos até sua morte, trazendo na testa um estigma e associando-se assim a um dos momentos mais fortes da crença católica: a Paixão de Cristo.

Morte em 1457

Rita morreu no mosteiro de Cássia, em 22 de maio de 1457 e não foi sepultada; seu corpo ficou exposto no oratório até 1595, ocasião em que foi transferido para a igreja anexa ao mosteiro, hoje dedicada a ela. O seu corpo permanece intacto.

Foi canonizada em 1900 e, desde então, é modelo e amparo para milhares de pessoas, sendo considerada nos dias atuais como uma das santas mais populares do mundo.

Segundo o Papa João Paulo II, “Rita foi reconhecida ‘santa’ não tanto pela fama dos milagres que a devoção popular atribui à eficácia de sua intercessão junto de Deus todo-poderoso. Porém, muito mais pela sua assombrosa ‘normalidade’ da existência quotidiana, por ela vivida como esposa e mãe, depois como viúva e enfim como monja agostiniana”.

Mais informações no site da paróquia.

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