Curitiba descarta usar estádios de futebol para enfrentar crise do coronavírus

Vinicius Cordeiro

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O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM) descartou a construção de leitos na Arena da Baixada, Couto Pereira e Vila Capanema para combater o coronavírus. A resposta dele foi dada nesta quarta-feira (25), após Athletico-PR, Coritiba e Paraná Clube, respectivamente, terem disponibilizados seus estádios na semana passada.

“Nós não precisamos disso. Não haverá hospital na Arena da Baixada. A estrutura de saúde pública de Curitiba é formidável”, declarou Greca.

A medida foi usada em São Paulo, onde 200 leitos estão sendo montados no Estádio Municipal do Pacaembu.

Além disso, ele ainda comparou a situação com a cozinha do restaurante Madalosso, o maior da cidade e o segundo maior da América Latina.

“Um hospital improvisado é um perigo. Um hospital não é uma cozinha. A cozinha do Madalosso tem fogão, gás, água quente e frita, que faz comida de qualidade. Não dá para comparar a cozinha do Madalosso com uma valeta de fogo de chão, no meio de um estádio de futebol onde vão assar costelas”, completou.

Os clubes não se pronunciaram após a fala de Greca, mas continuam disponíveis às autoridades para ceder suas estruturas. Inclusive, a Sesa (Secretaria Estadual do Paraná) admite que admite a possibilidade de usar pelo menos a Arena da Baixada e que existem conversas das equipes técnicas a respeito. Ou seja, o governo estadual estuda aproveitar as estruturas de futebol no combate a Covid-19.

CORONAVÍRUS EM CURITIBA

Curitiba tem 46 casos confirmados, 210 suspeitos e 185 descartados de coronavírus, divulgou a Secretaria Municipal da Saúde nesta terça-feira (24). Por enquanto, o único paciente em estado grave é o médico Jamal Munir Bark, que está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) há cinco dias.

Já a Sesa informa que são 70 casos em todo o Paraná.

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