61% dos homicídios registrados em Curitiba são esclarecidos; taxa se aproxima dos EUA

Redação

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A PCPR (Polícia Civil do Paraná) esclareceu 61% dos homicídios registrados em Curitiba em 2019, índice que se aproxima ao dos Estados Unidos (62%), segundo os dados do FBI ( Federal Bureau of Investigation).

Para noção de comparação, a polícia de Chicago, capital do Illinois, esclareceu 53% dos homicídios na cidade no ano passado.

Em Curitiba, 243 homicídios foram registrados em 2019, sendo 149 já esclarecidos. Antes, em 2018, foram 297 assassinatos e 109 casos solucionados.

Para Riad Braga Farhat, delegado-geral adjunto, a maneira mais eficiente de diminuir número de homicídios é por meio de investigações mais detalhadas. “Dessa forma é possível obter provas e tirar assassinos de circulação”, diz.

Além disso, ele disse que houve uma queda proporcional no registro de assassinatos no ano de 2019, na capital.

“O aumento de 37% de homicídios solucionados em 2018 para 61% em 2019 é muito expressiva. Isso ocorreu porque na Divisão atuam policiais civis de extrema competência, que trabalham 24 horas na difícil tarefa de elucidar crimes”.

Por fim, ele prevê uma melhora nos números em 2020. “Vamos melhorar esses números. Pretendemos reforçar a equipe de investigação da divisão especializada e temos certeza que com mais tempo de serviço e experiência esses policiais que lá estão conseguirão alcançar um resultado ainda melhor para este ano””, finaliza.

LEVANTAMENTO DA PCPR EM CURITIBA

Ainda conforme as informações da PCPR, a maioria dos autores e vítimas de homicídios são do sexo masculino. Para se ter noção da diferença, apenas 17 das 243 vítimas são mulheres. Além disso, os dados apontam que 73% dos crimes são relacionados com o uso e tráfico de drogas na cidade.

Segundo a delegada Camila Cecconello, o foco das investigações em organizações criminosas voltadas para o tráfico de drogas ajuda de forma considerável para a elucidação de crimes contra a vida. “Ao identificar e prender chefes dessas organizações, diversos inquéritos policiais são solucionados ao mesmo tempo e outras mortes deixam de acontecer”, declara.

Cecconello ainda diz que a integração das equipes de investigação e de plantão também ajuda na resolução dos homicídio.s “O aumento no índice se deve ao esforço conjunto de todos os policiais civis da unidade focados na solução desses delitos”, conclui.

RAQUEL GENOFRE

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Raquel Genofre, morta em 2008. (Arquivo Pessoal)

O caso mais famoso de 2019 foi o esclarecimento da morte de Raquel Genofre, menina de 9 anos morta em novembro de 2008. O corpo dela foi encontrado dentro de uma mala de viagem abandonada na Rodoviária de Curitiba, mas o assassino só foi descoberto 11 anos após o crime.

O motivador desse esclarecimento foi a integração da base de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília. Com o cruzamento do material genético encontrado no corpo da vítima, foi descoberto que Carlos Eduardo dos Santos já estava detido no sistema penitenciário paulista.

Ele foi trazido à capital paranaense, onde confessou o crime e acabou indiciado por estupro, atentado violento ao pudor e homicídio triplamente qualificado.

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