Curitiba alcança 75% da população adulta vacinada e vê melhora aguda nos índices da covid-19

Rafael Nascimento

decreto curitiba bandeira amarela

A Prefeitura de Curitiba apresentou nesta sexta-feira (6) um estudo sobre os primeiros efeitos da vacinação contra a covid-19 na cidade. Com 75% dos moradores adultos vacinados com pelo menos uma dose do imunizante, as mortes caíram 74% e os internamentos 77%, entre a população acima de 60 anos.

Hoje, a Capital alcançou a marca de 1,5 milhão de doses aplicadas de imunizantes contra a covid-19. O número considera aplicações de primeira e segunda doses e a vacina de dose única.

O levantamento elaborado pelo Centro de Epidemiologia da SMS foi apresentado nesta sexta pela secretária de saúde Márcia Huçulak e a equipe municipal de saúde.

A principal redução nos indicadores da covid-19 na cidade foi sentido no grupo de moradores com 60 anos ou mais, o chamado grupo de risco, mais afetado em relação à morbidade e à mortalidade pela doença.

Conforme o levantamento, houve uma redução de 74% nos óbitos entre as pessoas com 60 anos ou mais, passando de 704 mortes em março deste ano para 186 em julho. 

Os números de internamentos também apresentaram redução significativa no grupo de risco, com uma queda de 77% no mesmo período. Os internamentos entre os idosos em Curitiba passaram de 1.594 em março para 365 em julho.

Ainda com relação ao grupo de risco curitibano, 98% dos moradores com 60 ou mais anos tomaram a primeira dose da vacina contra a covid-19, e 94% teve o ciclo de imunização completo. 

“Os números demonstram a importância e os resultados das vacinas. A despeito do que falam de algumas marcas de vacina, é importante ressaltar que estes primeiros resultados positivos foram obtidos basicamente com a imunização com a Coronavac. O mais importante é que precisamos vacinar rapidamente toda a população. É isso que vai nos dar segurança para que não entre (em circulação) uma nova variante e para que a gente não tenha que tomar medidas mais drásticas com a sociedade curitibana”, ponderou Márcia Huçulak.

Em Curitiba, o grupo de idosos foi vacinado os imunizantes Coronavac e Astrazeneca, primeiras marcas de vacina a serem disponibilizadas pelo Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde (PNI).

RISCO DE AGRAVAMENTO É ÓBITO DIMINUIU ENTRE GRUPOS IMUNIZADOS, APONTA ESTUDO

O levantamento da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba aponta também a diminuição no agravamento do quadro de pacientes infectados pela covid-19 e de óbitos pela doença nas faixas etárias que já foram imunizadas.

Em 2020, os idosos com 80 anos ou mais tinham 25 vezes mais chance de hospitalização e 230 vezes mais riscos de ir a óbito por covid-19 do que pessoas de 20 a 29 anos, população usada como referência para a pesquisa. 

Já em 2021, com a administração das doses do imunizante anticovid, o risco de hospitalização dos maiores de 80 anos caiu pela metade e o de óbitos caiu 66%.

Risco de agravamento e óbitos por covid-19 diminuiu em faixas etárias imunizadas em Curitiba. Arte: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Segundo a prefeitura, a faixa etária mais jovem foi utilizada como referência no estudo por apresentar volume expressivo de casos, mas com menos gravidade que os mais idosos. A intenção foi calcular o risco que os mais idosos têm, antes e depois da vacina, em comparação aos mais jovens, que ainda não foram vacinados de modo geral.

SECRETARIA MONITORA VARIANTE DELTA NA CIDADE

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou nesta semana mais 25 casos e seis óbitos da variante delta no Paraná. Dos novos casos, cinco foram identificados a partir de amostras de pacientes de Curitiba.

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira, a medida mais efetiva no combate à variante Delta é o avanço na imunização da população, já que todas as vacinas administradas atualmente no Brasil são efetivas no combate à variante. 

“Essa variante foi identificada em outubro de 2020 na India e se espalhou rapidamente por outros países do mundo, fruto do deslocamento de pessoas. É importante ressaltar que as vacinas  protegem contra essa variante, por isso a importância em avançarmos no cronograma de vacinação”, afirma Oliveira.

Segundo a secretária Márcia Huçulak, Curitiba já poderia estar imunizando a população com 25 anos em Curitiba, não fossem as obrigações legais impostas pelo Governo Federal com relação aos grupos prioritários, estabelecidos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

“Poderíamos estar ainda mais adiantados na vacinação, imunizando pessoas com 25 anos, se não tivéssemos tantos grupos prioritários. Agora o Governo Federal optou pelo modelo de distribuição das vacinas por idade, mas tivemos teve desde o início (da campanha de vacinação) comorbidades, profissionais da educação e forças de segurança, aeroviários, metroviários, enfim”, justificou a secretária.

CURITIBA VACINA NASCIDOS EM 1991 NESTE SÁBADO, COM REFORÇO NO ATENDIMENTO

A Prefeitura de Curitiba receberá neste final de semana um loto com cerca de 40 mil doses e abre neste sábado (7) a vacinação contra a covid-19 para os moradores da cidade nascidos em 1991. Haverá ainda na Capital repescagem para pessoas que nasceram até 1990 e que ainda não foram imunizadas com a primeira dose. Gestantes e puérperas – mulheres que deram à luz até 45 dias atrás – também serão atendidas. Serão 27 pontos de vacinação abertos neste sábado, com atendimento das 8h às 17h.

“Nosso compromisso com a população de Curitiba é que tendo vacina nós aplicamos. Vamos receber um novo lote com 40 mil doses e amanhã abrimos a vacinação aos nascidos em 1991 e também a repescagem”, finaliza a secretária de saúde Márcia Huçulak.

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