Curitiba recebe mobilização mundial sobre preservação ambiental

Jorge de Sousa

Curitiba - Preservação - Ambiental - Mobilização

O Ato SOS Amazônia – Greve Global Pelo Clima é uma mobilização mundial e que vai unir 125 países em protestos pela preservação ambiental. Uma das cidades que vai receber essa programação é Curitiba, que terá a concentração dos manifestantes na Praça Santos Andrade, às 17h30.

O evento da capital paranaense é organizado por lideranças indígenas, ambientalistas, classe estudantil, sindicatos e movimentos sociais. Esses grupos já realizaram um ato sobre preservação ambiental no dia 23 de agosto e contaram com a presença de cinco mil pessoas.

Na visão da fotógrafa e uma das organizadoras do evento, Florebela Letícia, é importante que a população se conscientize sobre a preservação ambiental e procure pressionar o poder público em buscas de medidas para o setor.

“Precisamos agir agora, enquanto há tempo de garantir o equilíbrio do planeta e um futuro seguro para as próximas gerações. Necessitamos de ações urgentes na agenda de combate à crise climática, em espacial com a situação caótica que vivemos nas florestas brasileiras”, explicou Florebela.

Números alarmantes

Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil é o sétimo país do mundo que mais emite gases poluentes ao clima terrestre, sendo responsável por 3,43% desses compostos.

Outro dado preocupante é o aumento no número de queimadas no bioma brasileiro. De acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), neste ano o Brasil ultrapassou 121 mil focos dessa ocorrência, sendo esse o maior índice desde 2013.

Os biomas com maior incidência de queimadas são a Amazônia com 48,7 mil focos e o Cerrado com 34 mil ocorrências.

“Algumas políticas socioambientais como o investimento em energias renováveis, a demarcação das Terras dos Povos Originários e Tradicionais, a redução no uso de agrotóxicos e o turismo ecológico podem auxiliar no desenvolvimento sustentável”, avalia Florebela

Atitudes individuais

Mas a atenção do poder público não é a única mudança que precisa ocorrer dentro da sociedade. Os hábitos individuais também têm importância para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

“As pessoas precisam repensar o que consomem e de onde vem esses produtos. Fortalecer a economia local, com o consumo de frutas e vegetais de produtores orgânicos da região é importante para diminuir o impacto ambiental da indústria. E sempre que possível, utilizar transportes alternativos como a bicicleta.”, finaliza Florebela.

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