Prefeitura de Curitiba rebate entidades e diz ônibus não é foco de transmissão da Covid

Redação

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Ainda sem anunciar o novo decreto, a Prefeitura de Curitiba divulgou dados para rebater a acusação de que o transporte coletivo é o principal ponto da transmissão de Covid-19. Segundo a administração municipal, dos cerca de 300 mil passageiros que andam de ônibus diariamente, 99,9% não tiveram diagnóstico da doença.

A informação é do levantamento epidemiológico da SMS (Secretaria Municipal de Saúde) de Curitiba, que analisou os números de março de 2020 a março deste ano.

O estudo foi apresentado nesta quinta-feira (27/5) durante reunião on-line dos gestores da Secretaria da Saúde com representantes dos setores econômicos da cidade e diretores de serviços hospitalares. Boa parte do setor do comércio e dos bares acusa que o principal problema está nos ônibus, e não nos estabelecimentos.

Para o levantamento, o Centro de Epidemiologia da secretaria cruzou o banco de dados dos testes positivos para covid-19 com os CPFs dos usuários do cartão-transporte da Urbs.

O estudo considerou o intervalo de três dias antes da data de coleta do exame até 14 dias depois, verificando nesse período o uso do cartão nas linhas de ônibus e terminais de transporte.

Vale lembrar que, a partir de março, a Prefeitura de Curitiba também começou a bloquear o cartão-transporte dos passageiros com resultado positivo de covid.

“Essa circulação, que já era baixa, caiu mais ainda, reduzindo pela metade”, diz Diego Spinoza, infectologista da Secretaria Municipal da Saúde.

SEJA NO ÔNIBUS OU NÃO, NÚMEROS DA COVID-19 VOLTARAM A CRESCER EM CURITIBA

Curitiba vive um ‘efeito sanfona’ na pandemia do coronavírus. Após a explosão registrada em março, os números abaixaram em abril e voltaram a ter força nessas duas últimas semanas.

Neste momento, a taxa de ocupação das UTIs está em 106% e restam apenas nove leitos clínicos livres. Ou seja, o sistema de Saúde não consegue suportar tanta demanda. Para completar, os hospitais e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) registram falta de medicamentos, como sedativos e bloqueadores neuromusculares, usados em pacientes intubados. Diante da escassez dos produtos no mercado nacional, os profissionais da Saúde têm desafios extras diariamente.

Segundo a SMS, são 9.943 casos ativos, que significa o número de pessoas capazes de transmitir o vírus. Desde o início da pandemia, Curitiba acumula 5.323 mortes e 211.557 casos confirmados.

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