MP pede prisão preventiva de médico acusado de matar ex-namorada em 2015

Vinicius Cordeiro


O Ministério Público do Paraná (MPPR) pediu a prisão preventiva do médico Raphael Suss Marques nesta quarta-feira (6). Acusado de matar a namorada Renata Muggiati, ex-modelo e fisioculturista, em 2015, o homem responde o processo em liberdade desde o dia 24 de agosto de 2017.

Agora, o médico é acusado pelo MPPR de descumprir o acordo com a Justiça que não frequentaria bares e estabelecimentos similares e o comparecimento à todos os atos do processo. Entretanto, em janeiro deste ano, Raphael não compareceu à audiência de custódia por estar em um torneio de pôquer no bairro São Francisco. O advogado de defesa, Edson Abdala declarou que vai se posicionar assim que receber o pedido de prisão.

Raphael ainda teria o acordo de não sair de casa depois das 20h, mas o MPPR não alega violação em relação ao horário de recolhimento do réu.

“O monitorando RAPHAEL SUSS MARQUES, possui todas as características de personalidade antissocial, com padrão invasivo de desrespeito e violação dos diretos dos outros, com um padrão de
comportamento repetitivo e persistente, sem preocupação com seus problemas atuais ou futuros. Não pode ser descartada que indivíduos com esse tipo de comportamento, podem ter uma crise abrupta, ao perceberem qualquer obstáculo em seu caminho, podendo se tornar agressivo, e nessas explosões de emoções agir de forma totalmente violenta”, declara o texto do Ministério Público, requisitando a revogação da liberdade de Raphael.

O caso

Ex-modelo e fisioculturista, Renata Muggiati morreu na noite de 12 de setembro de 2015. A suspeita é de que ela tenha sido asfixiada e atirada da janela do 31º andar por Raphael, quem dividia apartamento por seis meses. Fotos e mensagens enviadas por celular, que constam no processo, reforçam a tese de que ela era vítima constante de agressões. O médico foi preso em setembro e, depois, novamente em janeiro. Conseguiu liberdade pelo habeas corpus e nega o crime, alegando que Renata sofria de depressão e se suicidou.

Respondendo pela morte de Renata, ele tinha ganho o direito de liberdade, mas foi preso novamente após uma denúncia de agredir outra ex-namorada. Por essa agressão, Raphael foi condenado, em maio de 2017, por quatro meses e cinco dias de prisão, mas recorreu da decisão. Pelo histórico, ele é monitorado pela tornozeleira eletrônica.

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