Curitiba recebe mais de 3,6 mil acionamentos por ano de maus tratos a animais

Assessoria

A crescente aproximação dos pets com os humanos tem colocado em pauta a fragilidade da vida animal e a necessidade de ações para conscientização, fiscalização e responsabilização por atos de crueldade e abandono. Para acompanhar essas situações em Curitiba (PR), a prefeitura disponibiliza por meio da Central 156 a abertura de registros de casos de maus tratos e exploração animal, que podem ser realizados por telefone, chat ou site.

Ozires de Oliveira, coordenador de Atendimento ao Cidadão do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), comenta que a população tem demonstrado atenção aos casos de maus tratos a animais, com aumento do registro nos últimos anos. “Os acionamentos subiram 5,17% em relação ao ano passado, o que mostra que a população está mais atenta a esses casos. Somente por meio dos registros efetuados pela população é que a prefeitura conseguirá tomar ações para reduzir as ocorrências”, reforça o coordenador. Até novembro de 2018, foram registrados 3.615 atendimentos sobre o assunto.

A Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba intensificou as ações pela causa animal. Apenas em 2018 foram 15 mil cães e gatos castrados gratuitamente e quase 4 mil animais receberam avaliações clínicas gratuitas em uma parceria com a Universidade Federal do Paraná. Foram promovidas, ainda, atividades educativas e feiras de adoção.

Em novembro, o prefeito Rafael Greca anunciou que o Natal de 2018 da cidade terá queima de fogos com barulho reduzido, considerados pet friendly. Na Câmara Municipal de Curitiba há também um projeto de lei em discussão, da vereadora Fabiane Rosa, para que se proíba fogos de artifício com estampido.


Os casos de maus tratos registrados pela Central 156 são averiguados e, após a constatação de desrespeito à legislação vigente, podem ser punidos com advertência, multa e até apreensão dos animais. A chefe da Rede de Proteção Animal, Vivien Midori Morikawa, comenta: “Impedir uma situação de maus tratos é urgente e deve ser prioritário, mas é importante nos certificarmos que realmente existe uma irregularidade.”

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