Manifestantes do acampamento Lula Livre denunciam agressões

Mariana Ohde

Segundo a organização, os militantes foram agredidos duas vezes nesta terça-feira.

Manifestantes que fazem parte do acampamento Lula Livre, de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram agredidos duas vezes na noite desta terça-feira (17), segundo a organização.

O acampamento, que estava nas ruas próximas à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, onde Lula está detido, foi transferido ontem para terrenos particulares a 800 metros do local.

Segundo a organização do acampamento, um dos ataques partiu de um “grupo de torcedores, que se identificaram como integrantes da torcida do Coritiba Foot Ball Club, da Império Alviverde”. Outro ataque teria sido feito por pessoas que estavam nas proximidades do acampamento. Duas pessoas ficaram feridas e foram atendidas no local.

Segundo Doutor Rosinha, presidente do PT do Paraná, contou que foram usadas barras de ferro nas agressões. “E aqui mesmo, agora, no acampamento, passam aqui dezenas de pessoas ameaçando, provocando, agredindo verbalmente. Nós estamos respeitando a todos”, disse. “Depois, sei como acontece. Se acontece alguma coisa, dizem que nós somos violentos”.


Segundo a organização, ontem (16), pela manhã, a organização do acampamento Lula Livre esteve reunida com representantes da Procuradoria do município de Curitiba, do Ministério Público, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, do Comando da Polícia Militar, e com o assessor da governadora Cida Borghetti.

Na reunião, além do acordo sobre a transferência do acampamento, a organização do acampamento Lula Livre solicitou ao governo do estado e à Secretaria de Segurança Pública que mantivessem, nos locais de acampamento, pelo menos uma viatura policial, para garantir a segurança dos acampados.

Segundo a organização, o acordo ainda não foi cumprido.

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou, em nota, que uma viatura da Polícia Militar (PM) foi acionada, mas o novo endereço do acampamento não havia sido informado – o Parque Atube foi oferecido à organização, que o recusou pela distância.

A secretaria, porém, confirmou o confronto entre torcedores e manifestantes. “A Sesp esclarece que não compactua com qualquer ato de violência e que a Polícia Civil vai investigar os responsáveis pelo confronto entre torcedores e manifestantes”, diz a nota.

Mudança no acampamento

Nesta terça-feira, após acordo entre o PT, movimentos sociais e autoridades, o acampamento, que ocupava as ruas e calçadas no entorno da Superintendência, foi transferido para terrenos alugados nas proximidades. Na sede da PF, ficam apenas quatro barracas da organização. Os atos e eventos do acampamento também seguem sendo realizados no local.

O acordo foi feito após uma decisão da Justiça, do último final de semana, que determinou que os movimentos sociais deveriam pagar multa diária de R$ 500 mil, caso mantivessem o acampamento original – no dia 7 de abril, dia em que Lula foi preso e levado à Superintendência, a prefeitura de Curitiba conseguiu um interdito proibitório que proibia manifestantes de montar acampamentos e permanecerem no local. O argumento para as decisões judiciais foram os prejuízos para os moradores da região.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
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