5 bairros de Curitiba concentram 40% dos casos de homicídio

Mariana Ohde

Com Rafael Neves, Metro Curitiba

Cinco bairros de Curitiba concentram 40% dos casos de homicídio registrados na capital em 2017. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) e foram divulgados nesta quinta-feira (18).

Curitiba registrou, ao todo, 381 homicídios em 2017. Destes casos, 155 aconteceram em cinco bairros: CIC (68 casos), Tatuquara (33), Sítio Cercado (23), Pinheirinho (17) e Alto Boqueirão (14). O número representa 40% do total. Na outra ponta, 23 bairros não registraram nenhum homicídio no ano passado, entre eles Água Verde, Bom Retiro, Seminário e Juvevê. A capital tem 75 bairros, no total.

Veja o levantamento na íntegra.


Em relação ao total de casos de homicídio, Curitiba apresentou uma queda de 19% em relação ao ano passado (de 468 para 379 casos). Para o secretário municipal da Defesa Social e Trânsito, Guilherme Rangel, um dos motivos que explicam a queda nos homicídios em Curitiba é a ampliação dos trabalhos conjuntos e da troca de informações entre a Guarda Municipal e as forças de segurança estaduais.

“A palavra-chave é integração, que tem funcionado de forma muito boa. A parceria entre todas as forças policiais, cada uma com suas características, é fundamental para um resultado positivo”, diz Rangel.

Queda no Paraná

Em 2017, o Paraná, assim como a capital, registrou o menor número de casos de homicídio em dez anos. Em todo o estado, foram 2.184 homicídios no ano passado, além de 67 latrocínios (assaltos com vítima fatal) e 36 lesões corporais seguidas de morte. Ao todo, foram registradas 2.287 mortes – média de 190 ocorrências por mês ou 6,4 por dia.

Pela primeira vez na contagem, o Paraná ficou abaixo de 20 mortos por 100 mil habitantes, índice usado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em 2015 o Brasil registrou 30,5 mortos por 100 mil pessoas (o nono país mais violento das Américas), e a taxa do Paraná é 19,26, semelhante à do México (que está 5 posições melhor que o Brasil no ranking do continente).

Em coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita, alfinetou indiretamente os governos anteriores ao de Beto Richa (PSDB) ao destacar que o auge do número de homicídios foi em 2010, último ano antes da gestão do tucano.

“A partir de 2011, com o trabalho integrado do projeto Paraná Seguro, a criação da DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), a especialização na investigação, a criação das UPS (Unidades Paraná Seguro) por parte da Polícia Militar, enfim, toda uma metodologia específica de segurança pública para o crime de homicídio, então essa taxa começou a diminuir”, avalia o secretário.

Uma das reduções mais marcantes na comparação entre 2016 e 2017 foi a de latrocínios, tema sensível à população, porque os mortos são vítimas aleatórias, alvos de assalto. Depois de registrar 111 latrocínios em 2016, o Paraná baixou para 67 casos no ano passado, queda de 40%.

Post anteriorPróximo post
Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
Comentários de Facebook