Passaúna registra quatro mortes por afogamento em um mês

Lucian Pichetti - CBN Curitiba


Bastou o calor chegar para as pessoas procurarem as cavas e as represas para se refrescar. Foi o que fizeram Alan Ribeiro, de 19 anos, familiares e amigos. Eles vieram de Kombi, do bairro Capão Raso, em Curitiba, até um local conhecido como a prainha da represa do Passaúna, em Araucária, que fica na Rua Francisco Knopik. O motivo do passeio era alegre, comemorar o aniversário de uma vizinha.

De acordo com o eletricista Luan Monteiro Costa, amigo de Alan, por volta das 15h desta quarta-feira (12), o rapaz, que não sabia nadar direito, afundou e não voltou mais.

Enquanto se afogava Alan tentou agarrar o pé de uma amiga, mas não conseguiu emergir. Os bombeiros encontraram o rapaz em um poço de aproximadamente 5 metros. Aí começaram as tentativas de reanimação. Enquanto bombeiros e socorristas lutavam para salvar a vida do garoto, o pai dele aguardava, desesperado, na beira do lago.

Com a chegada do helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas da Polícia Militar (BPmoa), a expectativa era der que Alan fosse levado ao Hospital, com vida. Mas, infelizmente, após ficar 40 minutos submerso e depois de meia hora de tentativas de reanimação, ele não resistiu e morreu, como explica o tenente do Corpo de Bombeiros Bruno Zirpoli. “Todo suporte foi dado, inclusive com apoio de aeronave. Mas, infelizmente, após a ressuscitação cardiopulmonar e terapia com drogas, não foi possível salvar esta vítima”, disse.

Alan Ribeiro recolhia materiais recicláveis com o pai e faria 20 anos no dia 31 de dezembro.

Quarta morte em um mês

De acordo com os bombeiros, essa foi a quarta morte por afogamento na região do Passaúna em um intervalo de um mês. “Local que não é guarnecido pelo guarda-vida é inapropriado para banho. A represa dá essa falsa sensação de segurança; hora está raso e, abruptamente, aumenta a profundidade”, explica.

“Foi o que aconteceu com esse rapaz. Ele estava onde dava pé e, de repente, deu um passo e caiu em um poço de uns 5 metros de profundidade”, conta. Segundo ele, é preciso estar atento, pois não se sabe o que há sob a água. Na represa, pode haver desde galhos a restos de obras submersos.

Na terça-feira (11), outro jovem, de 20 anos, morreu afogado próximo à comporta da barragem da Represa do Passaúna, também em Araucária. Em 2018, de acordo com os bombeiros, foram resgatadas em Curitiba, Araucária e Piraquara, 94 vítimas de afogamento em cavas e represas. Destas, 75 morreram.

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