Oito pessoas ficam feridas na chegada de Lula a Curitiba

Mariana Ohde e Agência Brasil

Lula foi preso neste sábado (7) e começa a cumprir pena na capital paranaense.

Oito pessoas ficaram feridas durante as manifestações deste sábado (7), motivadas pela chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Curitiba.

Lula foi trazido pela Polícia Federal (PF) à capital paranaense para cumprir o mandado de prisão expedido na quinta-feira (5), pelo juiz federal Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato. Ele foi condenado a 12 anos e um mês por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP).

Três dos oito feridos ontem são crianças, um é policial militar e os demais são manifestantes favoráveis ao ex-presidente.

Segundo a Polícia Militar (PM), todos sofreram ferimentos leves e foram atendidos no local. Três precisaram ser encaminhados para o Hospital Evangélico – um deles é uma criança, que bateu a cabeça.


Confusão

A confusão aconteceu entre manifestantes que estavam em frente à Superintendência da Polícia Federal. Eles começaram a chegar ainda pela manhã e o número de pessoas aumentou a longo do dia, com a expectativa da chegada do ex-presidente, que teve dificuldades para deixar São Paulo.

Lula chegou por volta das 22h em Curitiba e, quando o helicóptero aterrissou na PF, os policiais usaram bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha para conter os manifestantes.

Segundo o comandante do 20° Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Mário Henrique do Carmo, houve duas explosões no meio dos manifestantes. “Eles [policiais federais] explodiram duas bombas no chão. E, pelo efeito das explosões, eles avançaram contra o portão da Polícia Federal (PF), e esta, por sua vez, os repeliu”, disse o tenente-coronel.

De acordo com Carmo, após a explosão das bombas da PF, os manifestantes correram para todos os lados, e a PM usou balas de borracha para evitar a aproximação entre os grupos com ideologias diferentes.

Perguntado sobre rojões lançados por grupos contra o ex-presidente, que caíram no estacionamento do prédio da Polícia Federal, o comandante respondeu que não poderia se posicionar porque não viu o material.

 

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal