Promessas eleitorais de Greca ficam fora do Plano Plurianual

Mariana Ohde

Por Thiago Machado, Metro Curitiba

A prefeitura de Curitiba apresentou, na última semana, o projeto de lei do PPA 2018-2021, o Plano Plurianual para os próximos quatro anos. A revisão do texto é uma obrigação legal e a ideia é de que ele sirva para balizar os gastos das prefeitura nos próximos anos, fazendo com que os principais investimentos municipais estejam previstos em lei.

Na comparação com o plano apresentado por Gustavo Fruet (PDT) em 2013 (válido para 2014 até 2017), o documento proposto por Rafael Greca (PMN) é mais específico, já que para cada um dos sete grandes programas foram adotadas as metas e seus indicadores específicos – números que poderão ser conferidos daqui quatro anos.

Nas semelhanças, tanto Fruet quanto Greca listaram as obras prioritárias, cuja execução, no entanto, não é obrigatória. O plano de Fruet previa o Metrô e o Hospital Zona Norte, que não saíram do papel e hoje já está descartados.


As metas de Greca

O PPA, prevê, por exemplo, que daqui a quatro anos a prefeitura pague 11,25% menos à Copel com a iluminação pública. Quer também reduzir em 4 minutos o tempo de deslocamento do curitibano para o trabalho.

Entre as obras a prefeitura prevê a construção da canaleta de ônibus  Leste  Oeste “entre a rua  Eduardo  Sprada  e a Rua  Ceilão”. Projeto este que Greca já afirmou pretender deixar como símbolo da sua gestão.

O plano também prevê a implantação dos terminais  Tatuquara  e  Central. Estas obras, no entanto, são listadas como “prioridades”, e não “metas”. O próprio texto do PPA explica que apenas as obras de curto prazo já têm recursos garantidos, caso da Linha Verde e de “obras que colaborem para o aumento da capacidade dos nossos corredores de transporte e do Inter 2”.

As restantes ainda dependem de recursos não garantidos: “em que pese a cidade possuir uma menor dependência das receitas de outras esferas de governo (…) o investimento tem registrado queda desde 2013”, destaca o texto.

Promessas de fora

Em seu plano de governo entregue no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Greca prometia investimentos como uma “linha de bonde urbano ligará o Shopping Estação ao Shopping Mueller e ao Shopping Pátio Batel” e a implementação “do Eixo Sustentável com o sistema VLP”, mas não há qualquer menção a elas – nem de quaisquer linhas ferroviárias, sequer do veículo leve sobre pneus.

A prefeitura diz que apesar de não citados os projetos não estão descartados, mas que dependem um acordo com o governo federal.

Caso o município queria fazer gastos neles, terá que rever o PPA. O plano de governo também previa “pavimentar 400 quilômetros de ruas, tornando Curitiba 100% asfaltada”, mas nem o número nem a meta foram previstos no PPA. Uma das metas, no entanto é aumentar em 20% a produção de insumos de pavimentação.

O PPA cita também obras em 122 quilômetros de ruas, estas já garantidas em parceria com governo do estado. A criação de PPPs para revitalizar a área central também não é citada, bem como a “tarifa diferenciada” no transporte coletivo fora do horário de pico – ambas promessas da eleição.

A prefeitura diz que as medidas não foram descartadas e que não entraram por não gerarem, necessariamente, gastos ao município.

Promessas

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
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