Comissão que investiga denúncia contra vereadora ouve 12 pessoas nesta semana

Mariana Ohde


A Comissão Processante que investiga a denúncia contra a vereadora Katia Dittrich (SD) vai ouvir 12 pessoas nesta semana. Katia dos Animais, como é conhecida, é acusada de se apropriar de parte dos salários de seis funcionários e ex-funcionários de seu gabinete.

Segundo a denúncia protocolada na Câmara no dia 15 de agosto, após a nomeação no gabinete parlamentar no início deste ano, “a vereadora e seu marido passaram a exigir dos assessores uma contribuição monetária, de forma compulsória e com ameaças de exoneração em caso de recusa”.

As oitivas começam nesta quarta-feira (8), às 14 horas, e seguem até quinta-feira (9).

Na quarta, devem ser ouvidos dois denunciantes que não puderam comparecer, por motivos pessoais, na primeira reunião: Samira Tomé e Ronaldo Sérgio da Silveira Filho. Na sequência, duas testemunhas de defesa da vereadora serão ouvidas.

Na quinta-feira pela manhã, outras sete testemunhas de defesa depõem ao longo do dia. A vereadora Katia Dittrich presta o último depoimento do dia.

O colegiado que conduz as investigações é formado pelos vereadores Cristiano Santos (PV), presidente; Osias Moraes (PRB), relator; e Toninho da Farmácia (PDT). Ao final do processo, a Comissão poderá opinar pelo arquivamento do processo, ou pela cassação do mandato.

O relatório será encaminhado aos demais vereadores e a decisão será tomada em plenário, pelos 38 parlamentares.

Primeiros depoimentos

No dia 26 de outubro foi realizada a primeira audiência. Na ocasião, foram ouvidas Luciana Chucene, ex-chefe de gabinete, e Virginia Vargas da Costa, ex-assessora de imprensa. Ambas confirmaram os pedidos de Katia.

Segundo Luciana, no início do mandato Katia chegou a falar em auxílio dos funcionários à causa animal, “5% do salário para ração dos cachorros, mas que depois ela ia tratar sobre isso e não chegou a falar mais”. Luciana disse também que outros funcionários precisavam repassar mensalmente  valores, alguns chegavam a “de R$ 3 mil a R$ 3,4 mil” e ainda falou em “maus tratos” a funcionários que se recusavam a colaborar.

 Já Virginia disse ter sido pressionada para fazer os pagamentos, mas que se recusou e por isso foi demitida dois meses depois. “Foram até minha residência e falaram de uma situação que haveria no gabinete, e que eu teria que repassar R$ 1,5 mil do meu salário todos os meses. Só que eu disse que não poderia fazer e não realizei nenhum repasse”, contou.

Defesa

A parlamentar se defende, diz que é inocente e afirma estar sendo vítima de “mentiras e complôs”. Ela entregou sua defesa no dia 6 de setembro. Segundo o advogado de Katia, Paulo Henrique Golambiuk, os pedidos eram por empréstimos.

“De forma alguma havia obrigatoriedade de repassar. Havia, eventualmente desde a época de antes das eleições, pedidos eventuais de empréstimos, para atender animais, como ela sempre fez”, disse.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal