Comissão Processante leva adiante processo contra vereadora Katia Dittrich

Roger Pereira


Com informações de José Lázaro Jr. /CMC

A Comissão Processante aberta pela Câmara Municipal de Curitiba para analisar a denúncia contra a vereadora Katia Dittrich (SD) acusada de exigir parte dos salários de seis ex-funcionários de seu gabinete concluiu, nesta sexta-feira, a análise preliminar da denúncia e da defesa prévia da vereadora e decidiu dar prosseguimento à investigação, abrindo diligências e prazos para a oitiva de testemunhas e da própria acusada.

“Precisamos passar a limpo todo e qualquer fato, não podemos passar a mão na cabeça de ninguém”, disse à imprensa Osias Moraes (PRB), relator do caso. “Queremos ouvir os denunciantes. Há necessidade de se aprofundar mais [a apuração]. Diante da avalanche de denúncias contra os vereadores, [temos] que mostrar quem é quem dentro da Casa Legislativa”, concluiu, ao votar pelo prosseguimento da investigação. O voto favorável à investigação foi acompanhado por Cristiano Santos (PV) e Toninho da Farmácia (PDT). A Comissão Processante poderia ter decidido por encaminhar ao plenário da Casa um pedido de arquivamento da denúncia, caso não visse elementos que justificassem a continuidade do processo.

“Analisaremos todas provas apresentadas, fala-se, inclusive, em gravações em áudio e vídeo, e vamos solicitar que sejam apresentadas à comissão”, confirmou Cristiano Santos, presidente da Comissão Processante. “A gente precisa garantir a ampla defesa à vereadora denunciada e precisa ter cuidado para não se cometer nenhuma injustiça”, assegurou.

A vereadora Katia Dittrich não acompanhou a reunião, optando por destacar advogados para essa etapa de conclusão da análise prévia. “Durante a instrução temos tranquilidade que essa farsa que foi montada vai ser desmentida”, disse o advogado Luiz Eduardo Peccinn. “A gente vai demonstrar que não passava de empréstimos pessoais, situações que nada tem a ver com o mandato parlamentar. A vereadora não cometeu nenhum ilícito”, assegurou. Ele disse ser “incabível” e “intempestiva” a juntada de vídeos ao processo e que a vereadora está “tranquila” e que “sabe que é tudo mentira”.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal