Manifestantes se reúnem em frente à PF, em Curitiba

Mariana Ohde, William Bittar - CBN Curitiba e Vanessa Fernandes - CBN Curitiba

Lula ficará detido na Superintendência da Polícia Federal, na capital paranaense.

Após uma sexta-feira (6) movimentada em frente à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, com a expectativa da chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o sábado (7) começou tranquilo na região.

No início da manhã, apenas jornalistas, alguns manifestantes e vendedores ambulantes aguardavam em frente à sede da PF. Ônibus começaram a chegar ao local por volta de meio-dia. Ao longo do dia, o número de pessoas reunidas em frente ao prédio aumentou e a Polícia Militar (PM) montou um esquema de segurança para separar os grupos a favor e contra a prisão.

Houve algumas discussões entre manifestantes ao longo do dia, mas sem confrontos. Como não há expediente neste sábado, o acesso ao interior do prédio e ao estacionamento permanecem fechado.

“Nós entendemos que não existe nenhuma prova. Esse processo em relação ao triplex é um absurdo. Qualquer jurista um pouco mais equilibrado e imparcial sabe que há erros e equívocos neste processo”, diz a vereadora Professora Josete, que participa da mobilização.

“Acredito que o que defendemos é mais que o presidente Lula. É o que ele represente, o projeto que ele representa. E que o PT, com seus acertos e erros, fez ao longo de seu mandato. É um projeto de inclusão social”, disse.

A militante Simone Fonseca concorda. “Não é a defesa do presidente Lula. É a defesa da democracia, dos direitos de cada um, do país que quero para meus filhos”, disse. “É um golpe da imprensa, é um golpe do Judiciário”, enfatiza.

“A gente quer ver ele preso, por isso trago minha mãe, meus filhos”, diz Aline Barsic, que é a favor da prisão. “A gente tem que ajudar o país a crescer. E acho que esse momento é importante para todo mundo. Independente do resultado, todo mundo deveria vir aqui dar apoio a Polícia Federal”, conta Graciano Alberto, que também apoia a prisão. “Eu que fui empresário e quebrei por causa desse governo corrupto, acho que estava esperando muito por isso. Foram praticamente dez anos”, comemora.

Ainda não há previsão de horário para a chegada de Lula em Curitiba. O ex-presidente teve a prisão decretada no âmbito da Operação Lava Jato na quinta-feira (5), pelo juiz federal Sérgio Moro, que determinou que ele se apresentasse, voluntariamente, até 17h desta sexta-feira.

O ex-presidente, porém, permaneceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), de onde negociou a viagem a Curitiba. Durante discurso na manhã deste sábado (7), ele confirmou que se entregaria.


Sede em Curitiba

A carceragem da PF na capital paranaense abriga presos da Lava Jato, como o ex-ministro Antônio Pallocci e o empreiteiro José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, que revelou a relação entre o ex-presidente da República e o triplex do Guarujá.

O esquema de segurança montado pela PF e pelas forças de segurança do Paraná está pronto e envolve homens do Batalhão de Choque da PM e do Grupo de Pronta Intervenção da PF, com munições não letais e bombas de efeito moral, como equipamentos.

Um helicóptero deve ser utilizado para trazer Lula do aeroporto ao heliponto do prédio da PF, evitando a exposição do ex-presidente e os riscos do deslocamento pelas ruas da capital paranaense.

Lula vai ficar em uma sala com cerca de 15 metros quadrados, com uma cama, mesa, cadeira, banheiro e janela interna, para o corredor. Ela fica no quarto andar do prédio e era usada como alojamento dos agentes.

O ex-presidente não terá contato com os demais presos. Lula terá ainda direito a banho de sol de duas horas e uma visita semanal, além dos advogados.

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Repórter no Paraná Portal
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