Manifestantes pró-Lula recolhem lixo em frente à PF

Mariana Ohde, William Bittar - CBN Curitiba e BandNews FM Curitiba

Eles montaram um acampamento nas proximidades do prédio, o "Lula Livre", e prometem permanecer no local até que o petista seja solto.

Apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguem em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente segue detido deste a noite de sábado (7). Eles montaram um acampamento nas proximidades do prédio, o “Lula Livre”, e prometem permanecer no local até que o petista seja solto.

Porém, para manter a mobilização no local, eles têm negociado com a prefeitura de Curitiba e autoridades policiais. Desde sábado, um interdito proibitório pedido pela prefeitura e concedido pela Justiça estabeleceu um perímetro em volta do prédio que deve permanecer isolado. Os manifestantes, com isso, permanecem a cerca de 150 metros do local.

Nesta manhã, eles coletaram o lixo acumulado nas manifestações para que seja levado pela prefeitura. “A questão da coleta do lixo, nós estamos tentando negociar via prefeitura municipal, para que ela venha fazer a coleta seletiva todos os dias, pelo menos uma vez por dia”, explica Neudicléia de Oliveira, coordenadora do acampamento Lula Livre.

Os manifestantes devem seguir cumprindo as determinações da Justiça para evitar a reintegração de posse. “Estamos buscando fazer todos os acordos possíveis coletivos para impedir a reintegração de posse”, reforça.

“Nós estamos buscando diálogo junto à Polícia Federal, à Polícia Civil, do trânsito, Secretaria da Segurança Pública, estamos respeitando todas as diretrizes que estão na reintegração de posse, temos um grupo de juristas fazendo isso. Estamos tentando manter a ordem e a calma, junto com a vizinhança, e também manter o trânsito livre”.

Por enquanto, as áreas isoladas têm sido respeitadas. A prefeitura chegou a ceder o parque Atuba para que os ônibus que trazem os militantes de diversos estados fiquem estacionados, mas, até a manhã desta segunda-feira (9), ele não estava sendo utilizado.

“O acampamento é permanente. Não tem prazo de término. Tem várias caravanas chegando do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais. Isso é um movimento que está se massificando. E é aberto ao público”, disse a coordenadora.

Neste final de semana, o PT garantiu a permanência da mobilização até que Lula seja solto. O ex-presidente teve prisão decretada na quinta-feira (5) e foi detido no sábado, após se entregar à PF. Ele chegou à capital paranaense por volta de 22h.

Lula foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP), por corrupção e lavagem de dinheiro.

Área isolada

A Polícia Militar (PM) vai manter o isolamento na região do prédio por, pelo menos, alguns dias. O interdito proibitório proíbe a presença de manifestantes, passeatas e também a instalação de barracas e estruturas nas proximidades da sede da PF, no bairro Santa Cândida.

Segundo a prefeitura de Curitiba, o interdito proibitório é similar aos solicitados na época dos depoimentos de Lula à Justiça Federal. O documento foi concedido pelo juiz Ernani Mendes Silva Filho. No pedido, a prefeitura alegou que o objetivo é garantir a segurança da população e evitar acontecimentos violentos.

Segundo o tenente coronel da Polícia Militar, Nasson Polak, as equipes devem permanecer na região, com esquema de segurança para liberar a passagem de moradores e de pessoas que buscam os serviços na PF. “O dia para a Polícia Federal é normal, o serviço tem que continuar existindo”, disse. “Fora isso, os moradores da região, que não podem parar”.

Veja as ruas bloqueadas na região:

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Repórter no Paraná Portal
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