Comissão Processante se reúne antes de notificar Katia Dittrich

Mariana Ohde


A Comissão Processante que investiga a denúncia contra a vereadora curitbana Katia Dittrich (SD) – acusada de se apropriar de parte dos salários de funcionários de seu gabinete – se reúne nesta sexta-feira (24) para a análise das atas com os depoimentos e informações que compõem o processo.

A denúncia contra Katia foi protocolada em agosto, na Mesa da Câmara Municipal de Curitiba e na presidência do partido Solidariedade.

Com a aprovação das atas, a vereadora deve ser notificada pela comissão e é aberto o prazo de cinco dias para que Katia tenha vista sobre o processo e, por escrito, apresente sua defesa.

A Comissão Processante também prevê um prazo de cinco dias para elaborar o parecer final, indicando a procedência ou improcedência da denúncia e a aplicação de penalidade.

Então é solicitada uma sessão de julgamento ao presidente da Câmara Municipal, quando “serão lidas as peças requeridas por qualquer dos vereadores e pelos denunciados, e, a seguir, os que desejarem poderão manifestar-se verbalmente, pelo tempo máximo de 15 minutos cada um, e, ao final, o denunciado, ou seu procurador, terá o prazo máximo de duas horas para produzir sua defesa oral”.

Para a cassação do mandato, são necessários votos de dois terços, pelo menos, dos membros do Legislativo – 26 parlamentares. Se a marca não for atingida, ocorre o arquivamento do processo.

A vereadora foi ouvida pela comissão, formada por Cristiano Santos (PV), presidente, Osias Moraes (PRB), relator, e Toninho da Farmácia (PDT), com a presença de seu advogado de defesa, Paulo Henrique Golambiuk. Também foram colhidos os depoimentos de quatro denunciantes e oito testemunhas de defesa.

Depoimento

A vereadora, conhecida como Katia dos Animais, foi ouvida no dia 9 de novembro, quando foi encerrada a fase de audiências do processo. A imprensa não foi autorizada a transmitir o depoimento, mas, em conversa com os repórteres depois da sessão, Katia reafirmou sua inocência e enfatizou seu estilo “simples” de vida. “Eu fui condenada? Eu não posso ir ao mercado? Eu continuo tendo uma vida simples. Tudo o que eu faço é pelos animais. As doações diminuíram muito. Não vou deixar de fazer meu trabalho de voluntariado”, declarou.

A defesa da vereadora tem sustentado que os repasses feitos pelos funcionários eram empréstimos e doações espontâneas para atividades de proteção a animais. Ao se pronunciar no plenário, em agosto, a vereadora afirmou que foi vítima de “um grande complô”, organizado pelo ex-vereador e suplente de Katia, Zé Maria, do mesmo partido.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal