Ainda estatal, Afonso Pena tem ‘segredo’ de eficiência

Narley Resende


(Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba)

Frequentemente eleito pelos passageiros como um dos melhores do país, o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, ficou de fora da primeira leva de privatizações do governo de Michel Temer (PMDB), que incluiu terminais de tamanho semelhante, como Porto Alegre, Salvador e Fortaleza, além de Florianópolis.

O ‘CWB’ ainda pode entrar em outro pacote a partir do segundo semestre do ano que vem, mas até lá segue sob administração da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). Um dos segredos para o Aeroporto de Curitiba estar sempre bem avaliado é o CGA (Centro de Gerenciamento Aeroportuário), que completa cinco anos neste mês.

O Centro atua na gerência e operação do aeroporto em tempo real, analisando o fluxo de aeronaves, pessoas e bagagens. O local integra as empresas aéreas, as prestadoras de serviço e os diversos órgãos públicos de fiscalização como a Polícia Federal e a Receita Federal.

“A partir da implantação houve uma nova filosofia de trabalho na gestão operacional. Alocou todos nesse ambiente e de forma conjunta o trabalho ficou mais eficiente, com respostas mais rápidas, gerando bons resultados nas experiências dos passageiros dentro do aeroporto”, explicou o superintendente do terminal, Antonio Pallu.

No mês de março, o Afonso Pena foi premiado como o melhor aeroporto do país, segundo pesquisa da Secretaria Nacional de Aviação Civil feita com mais de 52 mil passageiros nos 15 principais aeroportos do Brasil.

O levantamento foi feito durante o ano passado, quando foram inaugurados novos saguões de embarque e desembarque.

“O CGA possibilitou, por exemplo, que a gente fizesse a transição da área antiga para a nova [em dezembro passado] sem nenhum tipo de ocorrência”, lembrou Pallu.

Além do prêmio de melhor aeroporto, o Afonso Pena ganhou outros três de nove prêmios entregues aos terminais: o mais cordial, a restituição de bagagem mais eficiente e o raio-x mais eficiente.

A última categoria ganhou nova importância neste ano, já que desde julho a inspeção se tornou mais rigorosa e trouxe grandes problemas nos primeiros dias, principalmente em São Paulo.

Contudo, o ‘CWB’ ainda tem seu calcanhar de aquiles: os fechamentos devido a neblina. Adquirido há cerca de cinco anos, o ILS 3 (sistema de pouso com visibilidade nula) até hoje não foi completamente instalado e sequer tem previsão para entrar em operação.

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