Alunos e professores da UFPR protestam após onda de assaltos em Curitiba

Narley Resende


A Rua Coronel Dulcídio, na altura do número 638, no Bairro Batel, em Curitiba, será totalmente interditada nesta segunda-feira, ao meio-dia, por alunos e professores do Departamento de Artes da Universidade Federal do Paraná.

A manifestação, que conta com o apoio dos moradores e comerciantes da região, será um “protesto contra a insegurança pública em geral, em razão dos assaltos frequentes no Batel”.

Segundo os organizadores do protesto, são registrados, em média, sete assaltos a cada dez dias na região. No fim do ano passado, um aluno de Música da UFPR foi esfaqueado na rua.

“Mesmo andando em grupos de quatro a cinco pessoas, os alunos da Federal são frequentemente assaltados a mão armada. Apesar das constantes reclamações registradas e boletins de ocorrência, nada é feito”, diz o grupo em comunicado.

“Sete alunos assaltado em uma única semana. A PM aqui do bairro diz que não tem viatura suficiente. Dizem que é uma viatura para oito bairros”, diz o aluno de música Flávio Dias.

 Os manifestantes começaram a se concentrar às 10 horas, em frente ao Departamento de Artes da UFPR (Rua Coronel Dulcídio, 638). A rua será totalmente fechada às 12 horas até que representantes da PM e Prefeitura cheguem ao local para dar atenção à situação.

Nota da PM:

“NOTA SOBRE POLICIAMENTO NA RUA CORONEL DULCÍDIO – 06.06.16

O 12º Batalhão da Polícia Militar (12º BPM) já está intensificando o patrulhamento nesta rua (Cel. Dulcídio) e nas demais da área central com viaturas e motocicletas. Este último veículo é mais ágil para a realidade de trânsito da área central da capital. Além disso, o patrulhamento preventivo e ostensivo tem sido feito na região com os meios materiais e humanos disponíveis.

A Polícia Militar também está com mais de 2 mil alunos soldados em formação que, assim que estivem prontos, serão distribuídos em todo o estado, principalmente nas regiões com maior necessidade, como áreas centrais das principais cidades. Curitiba contará com grande parcela deste efetivo.

A Polícia Militar lembra que para readequar e planejar policiamento precisa de dados registrados, ou seja, o boletim de Ocorrência deve ser feito sempre que a pessoa é vítima de um crime. Este dado fica no sistema e ajuda a embasar planejamentos futuros.

Além do 190, a Polícia Militar está à disposição destes alunos e professores na sede do Batalhão na Rua Curupaitis, 1132, Santa Quitéria, para ouvi-los. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 190 e 181 Narcodenúncia, a fim de auxiliar na identificação de pessoas envolvidas com ilícitos penais.”

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