Após campanha na internet, menina de nove anos encontra doador de medula

Mariana Ohde


A menina Letícia Ribeiro, de nove anos, conseguiu um doador de medula óssea e deve realizar o procedimento em setembro. Letícia recebeu o diagnóstico de leucemia em dezembro do ano passado e, em março, gravou um vídeo para incentivar a doação e ajudar pacientes que, como ela, dependem do procedimento para o sucesso do tratamento. O vídeo foi compartilhado centenas de vezes nas redes sociais e deu início à campanha Todos Pela Letícia.

A mensagem foi uma iniciativa da própria menina. Na época, ela estava internada no Hospital de Clínicas (HC), em Curitiba, realizando sessões de quimioterapia. Antes do diagnóstico de leucemia, Letícia já havia tratado, com sucesso, dois linfomas. Os pais e os dois irmãos da menina fizeram o teste, mas não houve compatibilidade com ninguém da família. Com isso, foi preciso iniciar a busca por um doador no cadastro geral.

Seis meses depois do lançamento da campanha, veio a boa notícia: Letícia encontrou um doador compatível e o transplante será realizado ainda neste ano, segundo a mãe da menina, Jucilene Ribeiro. “É um pouco demorado. Até fazer os exames dela, do doador, demora um pouco. Mas a boa notícia já chegou. Ela pulava de alegria. Foi muito tempo de tratamento, de quimioterapia”, conta.

“Não sabemos quem é o doador, porque eles não divulgam. Mas, mais tarde, quero conhecê-lo e agradecer”, finaliza a mãe.

Nas redes sociais, Letícia divulgou um vídeo para dar a boa notícia e pedir que mais pessoas se cadastrem como doadoras. “Tem muitas outras crianças precisando de medula óssea”, afirma.

Doações

A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em cem mil, por isso, quanto mais doadores cadastrados, melhor. Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde pode ser um doador, basta preencher o cadastro e coletar uma amostra pequena de sangue. Após a coleta, são realizados testes que determinam as características genéticas e o sistema cruza os dados para encontrar pacientes e doadores compatíveis. Em caso de compatibilidade, o doador é chamado para exames complementares e para realizar a doação, um procedimento simples e de recuperação rápida. Mais informações estão disponíveis no site do Hemobanco.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal