APP protesta, mas sofre nova negativa do governo

Andreza Rossini


Com Metro Curitiba

A APP-Sindicato realizou ontem um protesto de professores da rede estadual no Centro Cívico.

Ainda pela manhã as lideranças se reuniram com representantes do governo e pediram um reajuste de 8,53% da data-base, além de mudanças na hora-atividade e fim de punições para professores que tiraram licenças.

O primeiro pedido foi rejeitado pelo secretario-chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni. “Estamos numa situação privilegiada em relação ao restante do País, mas temos que manter a austeridade. Fizemos um esforço enorme e estamos pagando as promoções e progressões a todos os servidores, ao custo de R$ 1,4 bilhão, mas a data-base ficará para um momento de folga de caixa”, disse.

O 30 de agosto é chamado de “Dia de Luto e de Luta”. A data lembra a repressão do Governo do Estado em 1988, quando a cavalaria foi usada contra professores.

A paralisação também lembra o confronto de 29 de Abril de 2015, que ficou conhecido como a “Batalha do Centro Cívico”. Na data, um confronto entre policiais e professores que protestavam contra mudanças no Paranaprevidência deixou mais de 200 feridos.

Os manifestantes se encontraram na Praça Santos Andrade e caminharam até o Centro Cívico.

O governo do Paraná diz que não reconhece a paralisação e que os professores que faltarem terão seus dias descontados. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (29) pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB). Segundo ele, o desconto atende a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

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