Aprovado empréstimo de R$ 102,8 mi para obras em Curitiba

Redação


Com 31 votos favoráveis, os vereadores aprovaram, nesta segunda-feira (13), um empréstimo no valor de R$ 102,8 milhões do Banco do Brasil para a Prefeitura de Curitiba. O recurso será utilizado para pagar contrapartidas do Município em três projetos diferentes: complementação da Linha Verde (R$ 41,77 mi), aumento da capacidade do BRT (R$ 40,050 mi) e da linha direta Inter 2 (R$ 21,050 mi). Apenas o vereador Galdino (PSDB) votou contra.

Linha Verde

A obra da Linha Verde, fruto de uma parceria entre o Ministério das Cidades e a Prefeitura de Curitiba, está orçada em até R$ 179,3 milhões. Desse montante, R$ 92,3 milhões são a contrapartida do Município no projeto, que prevê ações nos trechos Norte e Sul da avenida de integração metropolitana. “A necessidade de financiamento”, explica o Executivo, não é para a totalidade da contrapartida, sendo “de até R$ 41,7 milhões”. O recurso seria usado nas obras da rua Isaac Ferreira da Cruz, em transposições e acessos e nas estações Tarumã, Solar e Atuba.

“Em função das condições financeiras do Município, [a obra] foi dividida em Linha Verde Sul e Linha Verde Norte. A Linha Verde Sul, com uma extensão de 10 km, foi implantada de 2007 a 2009, e financiada parcialmente com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O primeiro lote da Linha Verde – Extensão Sul, com 1,7 km, teve recursos do Programa Pró-Transporte. O segundo lote, a ser implantado no âmbito do PAC 2, objeto deste pleito, com 1,8 km de extensão, compreende o trecho entre a rua Isaac Ferreira da Cruz e a rodovia do Contorno Sul de Curitiba”, explica a justificativa.

O documento também detalha que a Linha Verde Norte foi dividida em quatro lotes, com o primeiro implantado de 2010 a 2014 com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento (trecho da Rua Salgado Filho até o Viaduto do Tarumã). Os lotes restantes, que compreendem o trecho entre o Viaduto do Tarumã até o Trevo do Atuba, estão com seus projetos executivos de engenharia sob avaliação da Caixa Econômica Federal. Há recurso da venda de Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção) e da agência francesa nesta etapa.

BRT e Inter 2

Novos terminais de ônibus e a ampliação da capacidade e velocidade dos BRTs (sigla para a expressão em inglês “Bus Rapid Transit” – que em Curitiba se aplica aos biarticulados que trafegam nas canaletas) são o foco de outra parte desse financiamento junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 40,050 milhões. O montante é a contrapartida local dentro dos R$ 149,5 milhões pactuados entre a prefeitura e a União para essa intervenção urbana.

Aqui estão previstas dez frentes de trabalho, que incluem, por exemplo, obras nos terminais CIC Norte, Vila Oficinas, Capão da Imbuia, Estação Central e Tatuquara, além da preparação do corredor Leste-Oeste para o “ligeirão”. “Serão realizadas adequação de pistas, reformas, ampliação e implantação de terminais, bem como da introdução de sistemas de priorização semafórica integrada ao Sistema Integrado de Mobilidade”, detalha a justificativa.

No tocante às obras para tornar a Linha Direta Inter 2 mais eficaz, estimadas em R$ 79 milhões, os R$ 21 milhões dentro do financiamento a ser tomado são a contrapartida do Município no convênio com a União. As intervenções acontecerão ao longo de 38 quilômetros, com dois novos binários, uma trincheira, reconstrução de dois terminais de ônibus e ajustes viários em cinco trechos da rota do Inter 2.

(Com informações de João Guilherme Frey / CMC)

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