Armazém da Família ganhou 10 mil novos cadastros em 2016

Mariana Ohde


Com informações da BandNews.

Os cadastros no Armazém da Família aumentaram 73% no primeiro quadrimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2015. O número de novos cadastros saltou de 5.981 entre janeiro e abril do ano passado para 10.350, no mesmo período de 2016.O aumento doi registrado pela Secretaria Municipal do Abastecimento, que gerencia o programa. De 2014 para 2015, o crescimento foi de 34%.

Segundo diretor dos Armazéns da Família de Curitiba, Marcelo Zanchi, a crise provocou o aumento nos cadastros e também do número de pessoas que voltaram a comprar. “Nós notamos que várias pessoas que tinham cadastro antigo, de 2008 ou 2009, e não frequentavam mais o armazém,  voltaram a requerer sua carteirinha”, conta. Outro fator observado é que as pessoas têm ido mais vezes ao armazém para fazer compras menores.

O Armazém da Família atende apenas famílias com renda mensal total de até três salários mínimos e meio – o que equivale, hoje, a R$ 3.080. O valor máximo de compra é de R$ 300 mensais para famílias com até duas pessoas e R$ 450 para famílias com três pessoas ou mais. A diferença de preço dos produtos do armazém para os mercados convencionais gira em torno de 30%. Segundo o diretor dos armazéns, essa diferença pode significar uma refeição a mais por dia para as famílias ou a possibilidade de poupar recursos para pagar por outros itens essenciais, como a conta de luz ou água.

Revertida em valores, a economia gerada pelo programa entre janeiro de 2013 e março de 2016 equivale a R$ 176 milhões. Esse seria o valor que as famílias beneficiadas gastariam a mais se as fossem realizadas no varejo convencional.

Em Curitiba, o programa se estende à população de outros oito municípios da região metropolitana, por meio de convênios entre a Prefeitura de Curitiba e as administrações vizinhas. São mais sete unidades instaladas na região – em São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Mandirituba, Agudos do Sul, Bocaiúva do Sul, Fazenda Rio Grande e Pinhais. Os usuários de Campo Magro utilizam os armazéns da capital.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal