Defesa Civil e Bombeiros interditam galerias da Câmara Municipal

Mariana Ohde


Por CBN Curitiba

A Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis (Cosedi), da Defesa Civil Municipal, e o Corpo de Bombeiros interditaram as galerias do Palácio Rio Branco, sede da Câmara Municipal de Curitiba. O prédio foi construído no século 19 e suas galerias têm capacidade para 28 pessoas.

A medida foi adotada após o assoalho do segundo andar do prédio ceder, na última quarta-feira (28), quando um grupo de servidores entrou no local para protestar contra a aprovação de projetos de lei do Plano de Recuperação de Curitiba.

Foi registrada a entrada de uma quantidade de pessoas superior à permitida nas galerias, conforme laudo do Corpo de Bombeiros. Foram cerca de 70 manifestantes, que pularam durante o protesto, o que pode ter prejudicado ainda mais a estrutura. Eles ficaram por cerca de meia hora nas galerias.

Logo em seguida, funcionários da Câmara perceberam que o assoalho da galeria cedeu em cerca de um centímetro. Também houve o deslocamento da escada de madeira por onde é possível subir até as galerias, além de dois lustres, cujos suportes se deslocaram do teto. Os funcionários também identificaram rachaduras nas paredes.

A direção da Câmara acionou o Corpo de Bombeiros e a Cosedi para avaliar possíveis danos. O laudo foi entregue na sexta-feira (30) à Câmara, anunciando a interdição das galerias.

Segundo informações repassadas pela Câmara, o Corpo de Bombeiros constatou que houve “deslocamento da estrutura do assoalho junto das paredes de sustentação”. A certidão de ocorrência diz ainda que “por orientação do oficial de socorro tenente Hortig, o local ficou isolado”, não havendo vítimas ou veículos envolvidos.

A Cosedi recomendou a contratação de um perito para fazer uma avaliação estrutural do prédio. Isto deve acontecer durante o recesso parlamentar, que começou oficialmente no sábado (1º) e vai até o dia 31 de julho. Este laudo vai indicar se serão necessárias intervenções no prédio.

A Câmara também estuda adotar algumas medidas judiciais para a responsabilização dos danos provocados na ocupação do prédio na última quarta-feira.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal