Corpo de engenheiro levado por enxurrada é encontrado

Narley Resende


Com Ana Flavia Silva, BandNews FM Curitiba

Equipes do Grupo de Operações de Socorro Tático dos Bombeiros (GOST) encontraram no fim da manhã desta quarta-feira (17) o corpo de um engenheiro aposentado que teve o carro arrastado por uma enxurrada, em Curitiba.

Joelson da Fonseca, de 66 anos, tentou passar por uma ponte com o carro ontem (16) à noite, mas foi levado pela força da água. O corpo foi encontrado a quase dois quilômetros do acidente, enroscado em uma cerca de arame dentro de um condomínio de luxo, no fim da Rua Amadeu Nico, bairro Mossuguê.

O carro do engenheiro foi encontrado preso a árvores, a cerca de 20 metros do local de onde foi levado, mas ele não estava dentro do veículo. A esposa de Joelson, Vera Lucia da Silveira, estava em outro carro, atrás do esposo, quando o acidente aconteceu.

“Quando ele chegou perto, já estava alagado, ele parou um pouco, e buzinei pra ele voltar. Só que veio um outro carro e passou. Acho que encorajou ele e foi. No que ele foi a água aumentou, veio de repente mais água. Ele começou a rodar, foi rodando, boiando o carro. Eu me desesperei, comecei a gritar por socorro, os vizinhos que tiveram a casa alagada me seguraram e não deixaram eu ir até ele. Só vi o carro ir embora e ele estava dentro”, conta.

As equipes do Corpo do Bombeiros chegaram ao local pouco tempo depois. O carro foi encontrado com as portas fechadas, com um vidro quebrado e a chave também quebrada, presa na ignição. As buscas iniciais foram até as duas horas da manhã de hoje (17).

As equipes retomaram a procura pela manhã, percorrendo galerias e as áreas de mata ao lado do rio. Segundo o Tenente Diego Henrique Vojciechovski, a chuva que atrapalhou o trabalho de busca.
A ponte fica na Rua Marcos Andreatta, perto do número 400. O rio que passa por ali, segue em direção ao Rio Barigui. A ponte tem proteção nas laterais, mas no lado onde o carro caiu está sem uma parte da proteção.

Foto: Ana Flavia Silva/BandNews FM Curitiba
Foto: Ana Flavia Silva/BandNews FM Curitiba

Moradores relataram que a cheia do rio é um problema recorrente na região. Na casa da professora Angela Antunes que mora ao lado do córrego há 40 anos, a água chegou a quase um metro de altura.

“Passei a noite limpando a casa. Quando começa a chover forte a gente já está com tanto trauma que começa a levantar tudo”, relata.

Segundo a vendedora Graziela Antunes, os moradores já pediram apoio à prefeitura para resolver a situação, mas não tiveram uma solução definitiva.

“É uma situação recorrente. A gente já procurou recursos da prefeitura, mas infelizmente nada é feito na região”, reclama.

Segundo a Prefeitura, equipes da Secretaria de Obras, do departamento de Pontes e Drenagem, estiveram no local na manhã de hoje para avaliar a situação da ponte.

Em nota, a prefeitura afirma que equipes de manutenção fazem limpeza e conservação constantes na região, mas em casos de chuvas muitos fortes e de forma rápida, às vezes a calha do rio não suporta a quantidade de água.

Fotos: Anderson Martins / Galo na Band

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