Vereadores propõem botão de pânico em ônibus de Curitiba

Fernando Garcel


Começa a tramitar na Câmara de Curitiba o projeto que pretende obrigar os ônibus do transporte público da capital a contar com um “botão de pânico”. O texto, proposto pelos vereadores Dr. Wolmir Aguiar (PSC) e Cristiano Santos (PV), atende a uma demanda das empresas de ônibus e dos trabalhadores.

Empresas de ônibus querem botão do pânico para acionar polícia

De acordo com o texto, será responsabilidade da prefeitura definir a localização do dispositivo eletrônico dentro dos veículos e que o sinal de alerta seja integrado ao painel exterior do veículo.

Na justificativa, os vereadores apontam que no primeiro semestre de 2017 foram registradas 976 ocorrências, como assédios e furtos, uma média de cinco por dia, e em julho ocorreu um homicídio. “O poder público vem enveredando esforços para contornar a situação [de insegurança nos ônibus] como reuniões entre os sindicatos, a Prefeitura de Curitiba e a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Entretanto, ainda são necessárias medidas que, no conjunto, contribuam para redução da insegurança”, justificam Wolmir e Cristiano.

“Hoje, quando o botão do pânico é acionado pelo nosso colaborador diante de alguma eventualidade, o alerta é emitido somente nos CCOs (Centro de Controles de Operações) da Urbs e das empresas”, explicou o diretor executivo das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana, Luiz Alberto Lenz César. “Queremos que o alerta chegue diretamente à Guarda e a PM para que esses órgãos enviem uma viatura ao local do chamado o mais rápido possível.”

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De acordo com Lenz César, essa medida pode ser mais eficiente do que a instalação de câmeras. “Temos câmeras nas estações-tubo e nem por isso o vandalismo deixou de acontecer”, justificou ele. “Acreditamos que a presença da força policial ao local do chamado dará uma resposta mais rápida a esse problema da violência.”

Nesta semana, a Viação Sul e a Comec, responsável pelo transporte público na Região Metropolitana de Curitiba, divulgaram imagens de um arrastão na linha Curitiba/Tamandaré um dos primeiros ônibus equipados com câmeras de monitoramento. Eles levaram dinheiro do cobrador do ônibus e celulares de passageiros. Os vídeos foram encaminhados para os órgãos de segurança pública e a Polícia Civil deve abrir um inquérito para investigar o arrastão.

Câmera registra primeiro arrastão em ônibus de Curitiba

Tramitação

O projeto de lei aguarda instrução técnica da Procuradoria Jurídica e depois disso seguirá para as comissões temáticas do Legislativo. Durante a análise dos colegiados, podem ser solicitados estudos adicionais, juntada de documentos faltantes, revisões no texto ou o posicionamento de órgãos públicos afetados pelo seu teor. Após passar pelas comissões, a proposição pode seguir para o plenário e, se aprovada, para sanção do prefeito para virar lei.

Com informações da Câmara de Curitiba
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