Câmara Municipal ainda não conseguiu notificar Professor Galdino sobre abertura do processo

Mariana Ohde


Após duas tentativas frustradas, a Câmara Municipal de Curitiba ainda não conseguiu notificar o vereador Professor Galdino sobre a abertura do processo contra ele – processo em que é acusado de quebra de decoro por agressão.

A comissão faz três tentativas de notificar o acusado pessoalmente. Após as duas tentativas mal sucedidas desta quinta-feira (29), quando o político não foi localizado nem no gabinete, nem na casa onde mora, há uma terceira tentativa prevista para esta sexta-feira (30). Caso não seja possível encontrá-lo novamente, a notificação será feita pelo Diário Oficial.

Acusado de agressão

No dia 14 de setembro, a vereadora Carla Pimentel (PSC) afirmou ter sido agredida pelo acusado na Sala dos Vereadores, dentro do Palácio Rio Branco. Outros cinco parlamentares teriam testemunhado o ocorrido. Carla Pimentel disse que, durante uma conversa sobre material de campanha com os colegas, recebeu do acusado um “santinho” (panfleto eleitoral) e o guardou consigo, mas que no momento seguinte o parlamentar tentou reaver à força o papel, “se jogando por cima da mesa” e apalpando-a.

A Guarda Municipal foi chamada e conduziu o acusado ao 1º Distrito Policial. Durante as oitivas, o caso foi transferido à Delegacia da Mulher, onde o denunciado foi liberado no fim da tarde após assinar um termo circunstanciado de ocorrência de “vias de fato” e “importunação ofensiva ao pudor”.

Na ocasião, o Professor Galdino negou a acusação e alegou que era “armação”. “Foi um circo armado” e “esses vereadores são meus adversários e estão desesperados porque não terão votos” também foram coisas ditas pelo vereador.

A Câmara Municipal emitiu nota oficial na quinta-feira (15), negando que haverá corporativismo e garantido ao acusado o direito à ampla defesa. No dia seguinte foi formalizada a denúncia (16).

Julgamento 

Assim que a notificação for feita, a comissão processante tem noventa dias para concluir o processo de cassação ou não do mandato do vereador. A comissão processante é formada por Felipe Braga Côrtes (PSD); Mestre Pop (PSC) e Tico Kuzma (RROS), presidente a comissão. Eles foram escolhidos por sorteio.

Após a notificação de Galdino, a primeira etapa do processo é a apresentação da defesa prévia, por escrito. Para isso, o vereador terá dez dias.

(Com informações da CBN Curitiba)

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Repórter no Paraná Portal
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