Casa noturna que exibiu animais silvestres em festa é notificada

BandNews FM Curitiba

Os responsáveis devem prestar esclarecimentos sobre o caso.

A casa noturna que exibiu um tigre e uma jiboia durante uma festa foi notificada por fiscais da Rede de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba. Os responsáveis devem prestar esclarecimentos sobre o caso.

Nos próximos dias, eles devem depor na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. A Promotoria de Proteção ao Meio Ambiente, do Ministério Público do Paraná (MP-PR), investiga o caso.

O MP-PR requisitou informações junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e ao Batalhão Ambiental da Polícia Militar para verificar a situação. De acordo com o Ministério Público, se comprovada a presença dos animais, a casa noturna pode responder por crime ambiental.

O caso foi denunciado por um ativista da proteção animal, depois que pessoas que estiveram na festa na madrugada de sábado (11) para domingo (12) se manifestaram.

O uso de câmeras dentro do estabelecimento é restrito, mas mesmo assim fotos de pessoas interagindo com um dos animais circularam pelas redes sociais. A reportagem da Band News FM também teve acesso a um vídeo que mostra o momento em que o tigre é revelado aos participantes da festa. O animal está dentro de uma jaula, cercada por tochas de fogo. Ele ruge, mas não se levanta.

Uma mulher que estava no local afirma que o animal parecia estar dopado. “O animal não se manifestava de nenhuma forma, e o som era muito forte. Eu tenho gatos em casa, qualquer pessoa que tenha um gato sabe que o animal não fica no meio de gente estranha, com barulho, com uma atividade forte, tão tranquilo e ele estava muito apático”, contou.

Em Curitiba a utilização e apresentação de animais em “circos, espetáculos e assemelhados” é proibida desde 2007. O estabelecimento que descumprir a norma pode ter a licença de funcionamento cancelada e pagar multa de R$ 3 mil.

A situação pode se enquadrar ainda em um caso de maus-tratos, considerando o ambiente inadequado a que os animais foram submetidos, com pena prevista em uma lei federal, que vai de três meses a um ano de detenção. A empresa ainda não se manifestou sobre o caso.

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