Com Greca prefeito, Richa garante reintegração do transporte e subsídio estadual

Roger Pereira


No dia seguinte à eleição de seu aliado Rafael Greca (PMN) para a prefeitura de Curitiba, o governador Beto Richa (PSDB) anunciou que, nos primeiros dias de gestão de Greca, retomará a integração do transporte coletivo de Curitiba com a Região Metropolitana, inclusive, com subsídio financeiro do governo estadual para os custos da operação.

O subsídio anual ao sistema de transporte da capital, necessário para a manutenção da integração com a Região Metropolitana foi cortado no início de 2013, depois da posse de Gustavo Fruet (PDT) que derrotou, na eleição municipal, o candidato apoiado por Richa, o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB). Em 2012, último ano de repasse, a prefeitura recebeu R$ 64 milhões do estado para atender aos usuários da Região Metropolitana.

Em 2015, diante do impasse acerca dos valores necessários para a manutenção da integração, o acordo que permitia ao morador dos municípios no entorno da capital chegarem ao centro ou aos bairros de Curitiba mediante o pagamento de uma única passagem, foi desfeito.

Em entrevista à repórter Carolina Wolf, da RPCTV, nesta segunda-feira, Richa disse que a reintegração é natural e poderá ser feita rapidamente. “Isso acontece rapidamente. Houve uma desintegração do sistema de transporte unilateral, pedido da prefeitura municipal e agora, havendo interesse da prefeitura, o estado é parceiro para reintegrar o sistema”, afirmou Beto Richa. O governador também falou sobre a volta do subsídio do governo estadual à tarifa do transporte coletivo: “Já estamos subsidiando a Região Metropolitana e podemos passar esse subsídio pra integração”.

A Prefeitura de Curitiba reagiu e emitiu nota afirmando ter sido uma decisão do governo do estado a desintegração do transporte entre capital e Região Metropolitana. “A respeito do transporte metropolitano, a Prefeitura de Curitiba informa que a verdade é justamente o contrário do que diz o governador Beto Richa, ao responsabilizar o Município pelas mudanças ocorridas. Foi o governo do Estado que cortou o subsídio para o transporte metropolitano (isso depois de reduzir o valor e atrasar repasses) e decidiu não renovar o convênio que autorizava a Urbs a gerenciar o sistema, o que levou à desintegração financeira desse sistema. Depois disso, o governo do Estado, por meio da Comec, ainda reduziu o trajeto de várias linhas”, diz a nota. “A Prefeitura de Curitiba, por determinação do prefeito Gustavo Fruet, assegurou e ampliou a integração operacional, criando novas linhas e estendendo o trajeto de outras para atender o usuário da região metropolitana. E ainda assim, a capital tem a menor tarifa entre os municípios da Grande Curitiba”, conclui a nota.

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Repórter do Paraná Portal
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