Começa a primavera, a estação da alergia

Jordana Martinez


A primavera começa nesta quinta-feira (22). As temperaturas aumentam gradativamente, os dias ensolarados ficam mais compridos, as flores surgem nos parques e o verde fica mais intenso.

Mas junto com a alegria e a beleza da nova estação, surgem os problemas respiratórios. Para as pessoas mais sensíveis, o tempo seco, o volume de pólen, e a poluição podem desencadear os sintomas de doenças como rinite alérgica, asma, conjuntivite alérgica, entre outras doenças respiratórias.

A rinite alérgica é uma doença genética, não tem cura, mas pode ser controlada, segundo o médico otorrinolaringologista Paulo Mendes Jr, do Centro da Rinite do Hospital IPO.

De acordo com o especialista, Curitiba é uma das cidades em que se encontra um dos maiores índices de pacientes que sofrem com rinite alérgica. Segundo ele, os pacientes que sofrem de rinite alérgica geralmente reclamam de sintomas comuns, desde nariz trancado, coriza, espirros, coceira na garganta, olhos e nariz até falta de ar e dificuldade para dormir. Alguns ainda chegam a ter alergia de pele ao deitar na grama.

“Os pólens (grama, flores) são um dos causadores  da crise de rinite alérgica, ainda mais nesta época do ano,  pois estão em seu estágio maior de presença no ar atmosférico. Além deles, outros causadores são os ácaros(poeira), pêlos de animais(gatos e cachorros) , fungos(mofo, bolor) e ainda podemos incluir alguns agentes irritantes nasais(cigarro, cheiros fortes de produtos de limpeza e de perfumes)”, alerta.

Os dias ensolarados e com vento formam o cenário ideal para a concentração maior de pólen. Para controlar os sintomas, o especialista dá algumas dicas:

“Quando for limpar a casa, lembre-se de dar uma atenção maior ao quarto, pois é o local que mais passamos o nosso tempo. E evitar deixar exposto bichos de pelúcias, caixas, livros, tudo que possa armazenar poeira e pólen”, afirmou ao Paraná Portal.

Outra dica é trocar a vassoura pelo pano úmido na limpeza da casa, o que evita que o pó, pólen ou pelos fiquem ainda mais dispersos no ar.

Para casos mais graves é possível fazer um teste cutâneo – o prick test – ou a pesquisa no sangue, chamado de RAST, para identificar o agente causador da alergia (pólens, fungos, ácaros, pelo de animais, insetos e até alguns alimentos).

Segundo o médico, o tratamento deve ser individualizado, pois cada paciente tem sensibilidade e sintomas diferentes. Mas, de forma geral, todos são orientados a evitar o contato com o possível agente causador da alergia, fazer limpeza nasal com soro fisiológico, usar medicamento intra-nasal e via oral, além da imunoterapia, mais conhecida como vacina para rinite.

Serviço:

Dr. Paulo Mendes Jr

Otorrinolaringologista

Centro da Rinite do Hospital IPO

email de contato: paulomendesjr@hotmail.com

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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