Comissão apresenta relatório final sobre Katia Dittrich nesta sexta-feira (8)

Mariana Ohde


Nesta sexta-feira (8), o relator Osias Moraes (PRB) apresenta o relatório final da Comissão Processante que investiga a vereadora curitibana Katia Dittrich. A reunião para apresentação do relatório será às 15h.

Katia dos Animais, como é conhecida, foi denunciada, em agosto, por seis ex-comissionados, que a acusam de exigir a devolução de parte dos salários de funcionários do gabinete.

A Comissão Processante, que também conta com Cristiano Santos (PV) e Toninho da Farmácia (PDT), foi formada, no mesmo mês, para apurar o caso. Desde então, o colegiado tem colhido depoimentos e documentos.

Na defesa de Katia Dittrich, cujas alegações finais foram protocoladas dia 1º de dezembro, os advogados alegam que não houve provas de que a vereadora recebia parte dos salários dos ex-funcionários, além de que o processo de investigação excedeu o prazo de 90 dias.

Segundo a defesa, “houve uma cooptação de ex-servidores” que deixaram os cargos “comprovadamente com rancor, mágoas e motivos pessoais diversos”. Diferente do que dizem os denunciantes, de que foram exonerados porque não concordavam com a exigência de devolução de valores, a defesa diz que “a maioria deles [foi] dispensada por ser incompetente – fato também comprovado ao longo da instrução”.

Nesta semana, a parlamentar foi expulsa do seu partido, o Solidariedade, que afirmou que ela “negou as acusações sem mencionar qualquer defesa, ou nomear qualquer testemunha em seu favor” e que “a argumentação utilizada pela filiada e vereadora não traz qualquer fato que anule as acusações impostas”. Em entrevista à imprensa, Katia Dittrich disse que não teve oportunidade de se defender diante da sigla.

“Eu sou inocente e estou sendo vítima de um complô. E cada dia esse complô se torna mais evidente. Eu tenho certeza da minha inocência e o pessoal na rua já está vendo isso”, afirmou.

O relatório final será apreciado em sessão especial, na qual “serão lidas as peças requeridas por qualquer dos vereadores e pelos denunciados, e, a seguir, os que desejarem poderão manifestar-se verbalmente, pelo tempo máximo de 15 minutos cada um, e, ao final, o denunciado, ou seu procurador, terá o prazo máximo de duas horas para produzir sua defesa oral”.

Para a cassação do mandato, são necessários votos de pelo menos dois terços dos membros do Legislativo – 26 parlamentares. Se a marca não for atingida, ocorre o arquivamento do processo.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal