Contra Uber e Cabify, taxistas fazem corridas a R$ 5 em Curitiba

Andreza Rossini

taxista curitiba

A manifestação dos taxistas, chamada “Táxi solidário”, realiza viagens entre pontos específicos, com trajetos semelhantes aos dos ônibus e vão cobrar, por pessoa, valor próximo ao da tarifa do transporte coletivo em Curitiba.

Com quatro passageiros embarcados no táxi, os motoristas vão fazer a corrida com o taxímetro ligado e, ao final, será cobrado o valor total de R$ 20, ou seja, R$ 5 por passageiro. Atualmente, a passagem de ônibus na capital custa R$ 4,25.

De acordo com a União dos Taxistas de Curitiba (UTC), centenas de profissionais já aderiram ao ato, que ocorre desde a última sexta-feira (18) e não tem data para acabar.

Confira na íntegra a nota da UTC 

A UTC – Associação União dos Taxistas de Curitiba, em reunião de diretoria, decidiu apoiar o ato e estará participando da manifestação que não tem data para acabar, o Presidente da UTC, Eduardo Fernandes, comentou o assunto, “Vejam a que ponto o taxista está chegando para mostrar ao prefeito as consequências de uma regulamentação fraca e com muitas falhas, o momento é tão crítico que muitos estão pensando que podem ganhar mais nessa promoção do que estão faturando no dia a dia, tamanha é a falta de clientes devido ao serviço clandestino que sem regras oferece um preço mais baixo e absurdamente inviável. Estamos a beira de um colapso, o estado de caos está se instalando na cidade com milhares de carros fazendo transporte irregular, ilegal, sucateamento do transporte coletivo e queda na qualidade da mobilidade urbana”, para o presidente, o decreto da regulamentação tem pontos muito negativos, “Não quero citar essas questões publicamente, vamos tentar via protocolo na Prefeitura uma reunião com o Secretário de Finanças Vitor Puppi, ainda não entendemos como esse decreto foi feito, não temos certeza se a URBS que cuida do setor de transporte participou do processo, estamos observando com estranheza somente manifestações do setor de finanças da Prefeitura a respeito de um decreto que define e impacta a situação da mobilidade urbana, mas preferimos comentar esses detalhes após reunião, é importante deixar claro que o taxista nunca falou com o secretário de finanças”.

A manifestação irá continuar sem data para acabar e os taxistas assim além de colaborar com a população, vão comprovar à Prefeitura as consequências de uma liberação sem regras mais claras do serviço de transporte.

Decreto que regulamenta transporte

A prefeitura publicou um decreto regulamento os aplicativos de transporte individual de passageiros na cidade.

Com isso, quando cadastrados, os motoristas não estarão mais passíveis de serem multados pela Setran (Secretaria de Transito) e o serviço deixou  de ser ‘pirata’ para funcionar de forma oficial, nos termos da lei municipal.

Em linhas gerais, o decreto segue as propostas que vinham sendo defendidas pelas empresas: não há limitação de número de placas liberadas e a cobrança de uma taxa municipal, chamada pela prefeitura de “preço público”, que custa R$ 0,08 por quilômetro rodado.

Com a regra, a prefeitura determinou exigências para que os motoristas trabalhem. Os carros terão que ser identificados por adesivos no para-brisa. Não há exigência de tamanho, mas o decreto diz que eles devem garantir “a plena identificação” da empresa de transporte.

As empresas também terão que ser cadastradas pela prefeitura e terão que informar para o município o valor total pago por cada viagem, a data e hora de inicio e fim do trajeto, além do tempo total e a distância da viagem.

Os motoristas terão que possuir certidão negativa de antecedentes criminais emitida pela Polícia Federal, pela Vara de Execuções Penais e pelo Distribuidor Criminal da Justiça Estadual e Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Além disso, os carros terão que ser emplacados em Curitiba e as empresas terão que informar à prefeitura quem são os motoristas cadastrados e quais o seus carros. Serviço consolidado A Uber chegou à cidade em março de 2016 e a Cabify doze meses depois. Nenhuma das empresas divulga o número de motoristas trabalhando na cidade. Ambas, no entanto, vinham pedindo que o serviço fosse regulamentado, apesar de considerar que uma lei federal de 2012 já libera o transporte.

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