Curitiba atinge a meta da campanha de vacinação

Roger Pereira


Da PMC

Apenas duas semanas após o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, Curitiba atingiu a meta de vacinar 80% do público prioritário formado por pessoas com mais de 60 anos, crianças de seis meses até menores de 5 anos, gestantes e mulheres que tiveram bebês há menos de 45 dias. No levantamento global destes públicos, 261.943 pessoas já receberam a vacina, o que equivale a 80,8% do total (324.132 pessoas no total) – a meta definida pelo Ministério da Saúde é imunizar pelo menos 80% dos públicos prioritários. Também já foram vacinados 19.961 profissionais da área da saúde e 62.328 pessoas portadoras de algum tipo de doença crônica, totalizando 344.232 pessoas vacinadas em Curitiba. A campanha vai até o dia 20 de maio.

Entretanto, a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Juliane Oliveira, observa que quando os grupos são avaliados separadamente, verifica-se que entre as gestantes e as crianças ainda é necessário ampliar a cobertura vacinal. Da estimativa de vacinar 18.612 gestantes, apenas 57,3% foram imunizadas (10.670). Entre as crianças, a previsão é vacinar 101.561, mas até o momento 70,2% receberam a dose (71.317 crianças).

O equilíbrio para atingir a meta se dá porque entre os idosos a adesão à campanha já atingiu 87,9% do público, com 176.682 doses aplicadas num público estimado de 200.899 pessoas com mais de 60 anos. Juliane lembra que o mesmo aconteceu com as mães de recém-nascidos: a previsão era vacinar 3.060 mães, mas já foram aplicadas 3.274 doses entre este público (107%). “Estes dois públicos são os que melhor e mais rapidamente aderem à vacinação. E por se tratar de uma estimativa, existe a possibilidade de o número ser um pouco maior do que o previsto” explicou. Além disso, é comum que pessoas que residem em outros municípios e trabalham em Curitiba sejam vacinados aqui.

Juliane também ressaltou a importância da imunização entre gestantes e crianças, lembrando que são dois grupos nos quais a capacidade de defesa do organismo é limitada. “As crianças ainda não têm o seu sistema imunológico completamente formado e, por isso, a vacina é fundamental para fortalecer o organismo. As gestantes também devem tomar a vacina porque estão em uma fase de grandes alterações metabólicas e, além disso, têm a capacidade respiratória comprometida devido às alterações no corpo – como a dilatação do abdômen – o que reduz as chances de se proteger de um quadro de gripe e a possibilidade de complicações respiratórias é muito maior”, esclareceu.

A campanha de vacinação acontece no período que antecede o inverno porque a criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. O período de maior circulação da gripe é de final de maio a agosto. Segundo ela, as reações à vacina são raras, mas é contraindicada a pessoas com alergia ao ovo de galinha e seus derivados.

Medidas de prevenção

A vacina é uma das ferramentas de prevenção contra o vírus da gripe, que deve ser reforçada com cuidados básicos no dia a dia, tanto em casa quanto nas escolas, no trabalho e em ambientes com grande circulação de pessoas. Veja algumas dicas:

– Manter os ambientes ventilados:

– Manter salas de aulas, refeitórios, auditórios, sanitários e outros ambientes com boa ventilação.

– Evitar aglomerações em ambientes com ventilação restrita.

– Lavagem frequente das mãos, com água e sabonete líquido, principalmente depois de tossir, espirrar, assoar o nariz, ir ao banheiro e antes das refeições. O uso do álcool gel deve ser reforçado principalmente quando não há água e sabonete disponível no local.

– Ao tossir ou espirrar, deve-se cobrir o nariz e a boca com lenços descartáveis. Se não houver lenço de papel disponível, é preferível cobrir o nariz e a boca com a manga da camisa (“espirrar no cotovelo”) do que fazê-lo com as mãos, para evitar a proliferação do vírus por meio do contato manual.

– Não compartilhar copos, canudos, toalhas, talheres, alimentos, maquiagem e protetores labiais, canetas, lapiseiras, borrachas, brinquedos, celulares.

– Evitar tocar nariz, boca e olhos, após contato com superfícies com maior risco de contaminação como: corrimão de escada, superfícies de ônibus, trincos de portas, teclados de computadores, etc, pois os agentes de infecções respiratórias penetram o organismo pelas vias respiratórias.

– Intensificar a higienização de objetos de uso coletivo, brinquedos, computadores, trocadores e maçanetas.

– Nas escolas e academias onde existirem bebedouros, usar apenas o bico ejetor grande para reposição de água em copos ou garrafas individuais.

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Repórter do Paraná Portal
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