Curitiba faz estudo sobre população de cães e gatos na cidade

Fernando Garcel


Os primeiros questionários do “Censo Animal” de Curitiba começaram a ser aplicados nesta sexta-feira (20). Esta é a primeira pesquisa oficial para estimar com maior precisão o número de cães e gatos de Curitiba. O censo ainda não tem previsão para ser publicado.

Nesta sexta, voluntários ligados à Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) estão na regional do Tatuquara, onde são aplicados 900 questionários. Depois do Tatuquara, alunos, professores e voluntários se dedicam às outras nove regionais da capital. Ao todo, nove mil questionários servirão como base para fazer essa estatística.

O censo é coordenado pelo professor Alexander Biondo, do departamento de medicina veterinária da UFPR. De acordo com o Biondo, todas as ações do poder público precisam de uma base estatística para ser eficiente. Com o “Censo Animal”, as ações voltadas para os pets deixarão de usar como base apenas a experiência dos profissionais.

“As nossas ações não tem fundamento populacional. Então os programas de castração, os programas de educação e guarda responsável, combate ao abandono e adoção são empíricos e não tem base técnica. Por exemplo, o “Castramóvel” vai fazer uma série nos bairros de periferia de Curitiba. Mas como foi essa decisão? Somos 75 bairros em Curitiba hoje. Quais desses são considerados, ou ranqueados, como de risco ou vulnerabilidade?”, questiona o professor. “Com essa pesquisa e com esse censo amostral o que nós teriamos é um dado mais confiável”, afirma Biondo.

Reprodução TV Tarobá
Foto: Reprodução/TV Tarobá

O trabalho estatístico não vai se resumir a estimativa de números de cães e gatos em Curitiba. Os universitários e professores aproveitam esse questionário para abordar outros assuntos relacionados à fauna. Esse projeto conta com o apoio técnico da Universidade de São Paulo (USP), que há alguns anos fez um trabalho parecido.

O “Censo Animal” coordenado pela UFPR deve ser o estudo mais completo nesta área já feito entre todas as capitais brasileiras. “São 35 perguntas. Não é apenas sobre quantos cães e gatos. Mas também saber se já verificou maus tratos e se tomou atitude, ou não, e se visualiza ratos em seu ambiente de residência. São várias outras perguntas de fauna animal urbana importantes para que o gestor tenha ações de prevenção focadas para que se distribua para as 10 regionais”, diz o especialista.

Ano passado, a Prefeitura de Curitiba estimou que 50 mil cachorros viviam soltos na capital. O objetivo, agora, é chegar a um número mais exato. Os dados, de acordo com o professor Alexander Biondo, podem resultar em ações mais efetivas. A estimativa é que a população de animais de rua represente entre 1 e 3% da população de Curitiba.

A iniciativa inédita é resultado de uma parceria entre Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Prefeitura de Curitiba. Ainda não há uma data prevista para a publicação dos dados. A primeira etapa, na regional Tatuquara, será concluída amanhã (21). Caso as ações aconteçam um mês em casa regional, a aplicação dos questionários termina em outubro e a tabulação dos dados pode ser concluída até o final deste ano.

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