Curitiba já tem mil carros do Uber, estima motorista

Narley Resende


Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

A Uber não divulga oficialmente o número de carros cadastrados em Curitiba, mas segundo um dos seus motoristas parceiros já há pelo menos mil veículos na cidade.

A estimativa é baseada no número de integrantes de grupos de Whatsapp dos motoristas: em um deles já há cerca de 500, e em outro 300. “Ainda tem muita gente que só faz como bico e acaba nem aparecendo. É difícil nós termos um número exato”, diz ele, que prefere não se identificar para evitar represálias.

Na comparação, há exatamente 3 mil táxis circulando em Curitiba segundo a Urbs, além de outros 360 em São José dos Pinhais que são autorizados a trabalhar no Afonso Pena.

Os motoristas do Uber criaram um grupo de “S.O.S” para se ajudarem em casos de ataques de taxistas. O último final de semana foi o mais violento desde a chegada do aplicativo na cidade, e por isso eles já estão evitando trabalhar em pontos movimentados como a Avenida Batel, Aeroporto e Vicente Machado.

“Os taxistas ameaçam tanto nos finais de semana quanto nos dias de semana. Estão agindo como se fossem uma força de segurança e acabam conseguindo o que querem”, critica.

A Uber oferece assistência jurídica e os motoristas são instruídos a não reagir, além de registrar os boletins de ocorrência. Segundo nota da empresa, mais de 70 B.Os já foram feitos, “sempre relacionados com agressões e constrangimentos públicos”.

Na última sexta-feira (24) um carro foi tombado na Avenida Batel. Além dos boletins de ocorrência, os `Ubers’ protocolam reclamações formais contra os taxistas na Urbs, mas reclamam que até agora nenhuma punição foi feita.

De acordo com a Urbs, elas podem ser inclusive resultar em perda de licença para rodar.

Legalidade

Apesar de considerado irregular pela prefeitura, a Uber diz que “é completamente legal”, já que o serviço de transporte privado é previsto por lei federal de 2012. Em Curitiba, caso sejam flagrados, os motoristas são multados em R$ 85,13 pela Setran. O valor, no entanto, não é pago por eles, visto que a própria Uber recorre judicialmente das punições.

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