Curitiba tem manifestação contra Temer neste Sete de Setembro

Narley Resende


Uma manifestação contra o governo de Michel Temer está marcada para esta quarta-feira (7), às 15 horas, na Praça Dezenove de Dezembro, Centro de Curitiba. Os organizadores alegam que o governo não tem a legitimidade do voto e não pode realizar reformas. O nome do evento organizado pelo grupo CWB Contra Temer é “Fora Temer- Amanhã Será Maior+ Levante Feminista“.

Devem participar membros da comunidade LGBT, movimentos feministas, sindicatos trabalhistas, e movimentos da periferia.

Nessa terça (6), cerca de 10 mil pessoas participaram de um ato que também contou com mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Um manifestante foi preso por, supostamente, tentar pichar uma viatura da Polícia Militar.

Após a prisão, o trajeto foi alterado e se dirigiu ao 1º DP, na Rua André de Barros, para prestar apoio a Felipe Machado. Os advogados do grupo CWB Contra Temer reúnem vídeos e registros fotográficos da ação da PM. O grupo tenta esclarecer o que realmente pode ter motivado a prisão do manifestante. Uma fiança de R$ 800 foi estipulada e o rapaz liberado.

Diversas cidades brasileiras realizam atos contra o governo de Temer.

Protesto pacífico

O grupo CWB Contra Temer divulgou nota nesta terça-feira (06) para ressaltar que não apoia atos de violência durante manifestações. Esse é o mesmo grupo que organizou os protestos dessa terça e de quinta-feira da semana passada, quando prédios foram atacados no Centro da cidade, e do último domingo, em que manifestantes apedrejaram e picharam a sede do diretório estadual do PMDB, carros, um bar e a sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A nota do movimento que pede a saída de Michel Temer da presidência afirma que os seguidores do grupo são “cidadãos comuns, trabalhadores e estudantes, que assumiram a responsabilidade de mobilizar o máximo de pessoas em torno de pautas unificadas da esquerda neste delicado momento político”.

Os manifestantes afirmam prezam pela segurança dos que participam dos atos e pedem por “não violência”. Segundo o grupo, “depredações servirão somente de justificativa para os setores mais conservadores da sociedade deslegitimarem a mobilização política que ocorre e ganha força neste momento”. Os atos de vandalismo do último domingo duraram cerca de 30 minutos. A Polícia Militar acompanhou a passeata, mas ninguém foi detido.

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