Curitibanos ficam 60% mais tempo no trânsito em horários de pico

Narley Resende

Com informações da assessoria

Um levantamento chamado Indice 99 de tempo de Viagem (ITV 99), divulgado nesta quarta-feira (20) pela startup 99 (aplicativos de mobilidade urbana para táxis e carros particulares), aponta que os motoristas em Curitiba levam até 60% mais tempo no trânsito em horários de pico —  períodos das 7h às 10h e entre 17h e 20h. Os dados são de junho, julho e agosto de 2017.

De acordo com a empresa, o monitoramento do fluxo de carros foi feito em 15 cidades do País: Recife, Porto Alegre, Belém, Barueri, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Curitiba, São Bernardo do Campo, Santos, Osasco, Santo André e Guarulhos. O índice calculou a média de atraso dos deslocamentos cotidianos, ou seja, o tempo médio perdido pelas pessoas com o tráfego ruim das cidades.

“Aplicativos de mobilidade, algoritmos diversos, softwares com inteligência artificial, satélites e muitos outros recursos tecnológicos disponíveis pelo mundo permitem uma coleta de dados sobre o trânsito mais eficiente: em tempo real, com capilaridade, flexibilidade de frequência, baixo custo e precisão. O ITV 99 possibilita a comparação de uma área — seja ela uma cidade ou uma via — com ela mesma em uma situação de tráfego livre e com outras áreas, de maneira parametrizada e comparável”, comenta Marcel Bely, Gerente de Relações Públicas Regional da 99.


O índice foi elaborado a partir do volume de dados relativos às corridas de carro realizadas através do aplicativo 99. São contabilizadas as corridas de táxi, TOP (táxi preto) e POP (modalidade de carros particulares da 99).

Cada cidade foi dividida em microrregiões e o ITV 99 foi calculado para a média de seus deslocamentos no horário de pico.

O ITV 99 possibilita a comparação de uma área — seja ela uma cidade ou uma via — com ela mesma em uma situação de tráfego livre e com outras áreas, de maneira parametrizada e comparável.

“Por exemplo, se o índice de viagens em uma cidade para um determinado período é 1.5 nos horários de pico, isso significa que, em média, as viagens dessa cidade nessa janela de tempo levam 50% mais tempo em comparação aos mesmos trajetos com fluxo livre. Supondo que o ITV 99 seja igual a 1.6 em outra cidade, é possível dizer que as pessoas desse local perdem, em média, mais tempo do que os habitantes do primeiro exemplo”, conta Bely.

Divulgação / 99
Divulgação / 99

A forma de construção do ITV 99, por si, permite que as heterogeneidades dos deslocamentos e as características peculiares a cada região sejam parametrizadas e, portanto, que as cidades sejam comparáveis entre si. Em Curitiba, que aparece em 10º lugar no ranking, as regiões do Centro e do Água Verde apresenta rotas bastante lentas. Na média, os deslocamentos que se iniciam nessas regiões levam 60% a mais de tempo para serem feitos do que em uma situação de tráfego livre.

Curiosamente, as cidades que mais sofrem com o trânsito no país são Recife, Porto Alegre e Belém. Em Recife, Recife, descobriu-se que as viagens do horário de pico demoram, em média, 86% a mais do que levariam em um ambiente de tráfego livre — ou seja, sem congestionamento. Rio de Janeiro e São Paulo, as maiores cidades do país, ficam quase empatadas em 5º e 6º lugares, com respectivamente 71% e 70% a mais de lentidão nos horários de pico.

“Com mais dados, certamente conseguimos priorizar recursos e direcionar soluções aos locais que mais precisam — sejam pequenas ruas ou grandes cidades. Com dados de trânsito, é possível avaliar o impacto de políticas públicas, realizar um planejamento urbano e de transportes mais eficiente e equânime. Ou seja, criar cidades melhores para as pessoas”, completa Bely.

Curitiba_99_

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