“Defesa de Carli pede absolvição sob manto da condenação”, diz assistente de acusação

Andreza Rossini

Com Fernando Garcel

Juarez Küster, assistente acusação e advogado da família da vítima Murilo Almeida afirmou durante o intervalo do julgamento, nesta quarta-feira (28), que a estratégia da defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho, para considerar o crime como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, deve levar à prescrição antes do cumprimento da pena.

Hoje, Carli Filho responde por duplo homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco de matar. Caso o crime seja considerado culposo é transferido para outra esfera da Justiça e torna-se crime de trânsito.

“Ele está tentando se afastar dos fatos concretos, criando divagações além dos fatos que estão no processo; A defesa chega a pedir a condenação como um enfeite final, mas a condenação de um crime culposo, que está praticamente prescrito. O jogo é esse, pede-se uma absolvição indireta sob o manto de um pedido de condenação. É uma tentativa para tentar resolver a questão através da prescrição”, afirmou Küster.


O assistente de acusação também afirmou que será sucinto na réplica. “Vou deixar tempo para o Ministério Público trazer os argumentos deles e os jurados não serão subestimados”, disse.

 

O júri

O julgamento começou às 13 horas de terça-feira (27) e se estendeu até aproximadamente 22h30.

No primeiro dia, foram ouvidas seis testemunhas arroladas pela defesa e pela acusação, e o próprio réu. Nesta quarta-feira, o julgamento foi retomado com o debate entre as partes: acusação e defesa, que pode levar até cinco horas. Por fim, os jurados se reúnem em uma sala secreta, votam por cédulas e o juiz anuncia a sentença.

Relembre

O julgamento do ex-deputado ocorre após nove anos do acidente. Nesse tempo, a defesa de Carli Filho apresentou mais de 30 recursos na Justiça. O julgamento foi marcado e adiado mais de uma vez enquanto os advogados buscavam que ele respondesse por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, nas instâncias superiores do Judiciário.

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