Dengue: Curitiba começa a usar drones para o combate ao mosquito

O drone é usado para vistoriar áreas de difícil acesso, como terrenos baldios cercados por muros, edificações altas e empresas com grande extensão.

Redação - 23 de maio de 2022, 11:05

Foto: Luiz Costa/ SMCS
Foto: Luiz Costa/ SMCS

Curitiba passou a adotar uma nova estratégia para evitar o aumento de focos de Aedes aegypti e de casos de dengue na cidade. Agentes de combate a endemias da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) estão usando drones para inspecionar terrenos de difícil acesso e empresas de grande extensão.

O drone é usando para vistoriar áreas de difícil acesso, como terrenos baldios cercados por muros, edificações altas e empresas com grande extensão, segundo a prefeitura.

Quando o agente identifica uma área de difícil acesso ele pode agendar a inspeção com o uso dessa tecnologia. O drone faz a captura das imagens e em caso de identificação de situação risco - criadouros do mosquito – o proprietário é notificado para regularizar a situação.

O agente de combate às endemias Orlando Pereira opera o equipamento e conta os benefícios trazidos pelo uso da nova tecnologia. "O drone nos ajuda a inspecionar terrenos que antes não conseguíamos acessar e também em situações como a fiscalização de caixas d’águas, sem que a gente precise usar escadas. Veio para facilitar, agilizar e trazer mais qualidade à rotina de trabalho” contou Pereira.

A nova ferramenta reforça as ações da Prefeitura no combate ao mosquito transmissor de doenças graves como dengue, zyka e chikungunya.

Além dos mutirões, agentes de endemias fazem inspeções de rotina ou em locais denunciados, ações educativas e de bloqueio, e monitoramentos de pontos estratégicos ou com larvitrampas e ovitrampas. 

Números da dengue em Curitiba

Até o fim de abril, os agentes de endemias da SMS encontraram na cidade 582 focos do mosquito na cidade, mais que o dobro com relação ao ano passado, quando foram encontrados 282 focos no mesmo período.

O último balanço atualizado pela vigilância epidemiológica aponta 29 casos da doença confirmados em moradores de Curitiba nesse ano, todos importados – a pessoa mora em Curitiba, mas contraiu a doença em viagem para outra cidade.

O aumento de população de Aedes gera preocupação para as autoridades de saúde, pois cresce o risco de ter a circulação da doença na cidade e a ocorrência de casos autóctones.

Outro motivo de alerta é o curto período de reprodução do mosquito. Segundo a prefeitura, no intervalo de uma semana o ovo eclode e o mosquito já passa circular.

Ainda de acordo com a administração municipal, 65% dos focos positivos para o Aedes aegypti identificados em Curitiba foram encontrados em áreas residenciais, o que comprova a necessidade de que a população mantenho o cuidado.

Desde 2017, com o fortalecimento das ações de controle do vetor, a capital paranaense vinha conseguido manter baixos índices de infestação, mas os dados desse ano demonstram crescimento, que pode estar relacionado ao ciclo de circulação do mosquito e também à mudança de perfil da população, como o hábito de reutilizar e armazenar água sem os devidos cuidados, diante da escassez hídrica no Paraná.