Descartada greve no transporte de Curitiba

Roger Pereira


Por Narley Resende 

A greve no transporte público de Curitiba e região metropolitana, prevista para começar na quinta-feira, foi descartada. Representantes dos motoristas e cobradores decidiram suspender a greve após uma reunião com membros da Urbs nesta segunda-feira. Segundo o Sindimoc, foi aberto um canal de diálogo com a categoria.

Os trabalhadores devem realizar novas reuniões na terça e quarta-feira para discutir a cobrança de multas devidas por motoristas e cobradores, motivo do impasse. Segundo o Sindimoc, a Urbs esclareceu que o valor devido pelos trabalhadores é de R$ 60 mil reais e não de R$ 2 milhões, como teria informado o Sindicato das Empresas, o Setransp. A Urbs afirmou na reunião que as multas devidas pelos funcionários do sistema poderão ser pagas por meio de medidas saneadoras e educativas.

O protesto é motivado pela cobrança de multas, por parte da Urbs, referentes a 2011 e 2012, fato classificado pela categoria como irregular. Ao longo dos últimos dias, funcionários dos três consórcios que operam na cidade foram consultados e a decisão de paralisação, em caso de haver a cobrança das multas, foi unânime. Agora, com o recuo do sindicato, não há previsão de paralisação. Segundo o presidente da Urbs, Roberto Gregório, os trabalhadores foram tranquilizados com as informações corretas sobre as cobranças de multas.

O presidente da Urbs afirma que o acordo passou pelo compromisso da autarquia de separar as multas cobradas por infrações cometidas pelos trabalhadores das multas devidas exclusivamente pelas empresas. A Urbs pretende evitar a transferência de multas indevidas aos funcionários do sistema.

Em abril, as empresas do transporte pediram para a Urbs que fossem apresentadas informações detalhadas sobre as multas. A Urbs afirma que está fazendo o levantamento e só depois disso as multas serão cobradas. A Urbs ressalta que nenhuma dessas multas foi cobrada até agora. O presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores afirma que as assembleias foram necessárias para informar a categoria sobre a possível cobrança feita pelas empresas.

Segundo o Sindimoc, a greve fica suspensa enquanto houver diálogo com a categoria. O sindicato acredita que não haverá cobrança em dinheiro de multas indevidas ou abusivas. Anderson Teixeira afirma que a suspensão vale pelo menos por um mês e que não há chance de o sindicato mudar de ideia em poucos dias.

O sindicato que representa as empresas deixou claro que os trabalhadores serão cobrados pelas infrações que cometeram. Em nota, o Setransp afirma que “há tempos pede mudança nos trâmites referentes à fiscalização” e que também “sugere a criação de uma comissão formada pela Urbs, Sindimoc e Setransp para avaliar os autos de infração com neutralidade e bom senso”.

Além disso, diz que “não vai se posicionar sobre multas específicas porque ainda não as recebeu”. A Urbs se comprometeu a enviar as informações e a não cobrar os valores dos trabalhadores.

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Repórter do Paraná Portal
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