Dois projetos disputam “carro elétrico compartilhado” em Curitiba

Narley Resende


Duas propostas de projetos para o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) do compartilhamento de veículos puramente elétricos foram apresentadas à Prefeitura de Curitiba até essa terça-feira (14), prazo final de apresentação do novo sistema de transporte público. A primeira proposta é da empresa Serttel e a segunda do engenheiro mecânico Sérgio Bastos.

A partir de agora, a Comissão Especial de Avaliação, presidida pela vice-prefeita de Curitiba Mirian Gonçalves, terá até 45 dias para analisar os estudos apresentados e poderá aprovar (integral ou parcial) ou rejeitar.

O projeto selecionado deverá cumprir critérios como experiência com carros elétricos, com Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões; detalhamento do Plano de Trabalho e Ação e cronograma; descrições técnicas dos veículos, eletropostos e demais equipamentos, assim como implantação de estações; disponibilização do sistema à população e plano de divulgação; relação da equipe técnica e experiência com projetos de Mobilidade Urbana; preço do estudo; período de exploração do serviço; modelagem econômica; parceria público-privada ou concessão.

Funcionamento

00175264O funcionamento do sistema tem como premissa a facilidade de uso e o menor preço para o usuário. O carro compartilhado ficará disponível em estacionamentos específicos e estrategicamente localizados na cidade e poderá ser alugado e devolvido em qualquer um deles, onde deverá ser conectado para recarga. Cumprindo essa exigência, o usuário pode transitar e estacionar normalmente pela cidade durante o período contratado.

Para uso do sistema, o usuário deverá fazer um cadastro e o pagamento, que poderá ser por dia, semana, mês ou ano. O pagamento será por hora ou quilômetro rodado. O usuário receberá um cartão magnético ou poderá ainda utilizar um aplicativo de celular que lhe dará acesso ao serviço tanto para a retirada como para a entrega do veículo.. A conta é fechada mensalmente e debitada em cartão de crédito. Impostos, combustível, seguro e manutenção do carro, entre outros custos e obrigações, são de responsabilidade da operadora do Sistema de Compartilhamento de Veículos Elétricos.

O compartilhamento de veículos elétricos poderá funcionar de maneira integrada com outros modais de transporte, podendo, inclusive, haver estacionamentos próximos a estações de transporte coletivo ou individual, reforçando o caráter multimodal do sistema de mobilidade urbana de Curitiba.

Ecoelétrico

O sistema de compartilhamento de veículos puramente elétricos está previsto na segunda e terceira fases do Projeto Ecoelétrico, que prevê para o ano de 2020 uma integração dos elétricos aos diversos serviços de transporte público. Atualmente, o Projeto Ecoelétrico é o maior do País no que se refere à frota pública de puramente elétricos.

Após completar 18 meses de operação do Ecoelétrico, constataram-se diversos benefícios e vantagens econômicas e operacionais, dentre eles, mais de dez toneladas de CO2 poupadas, aproximadamente 13 mil viagens realizadas e mais de 80 mil quilômetros rodados utilizando apenas energia elétrica como fonte. Os dados podem ser acompanhados no sítio eletrônico: www.ecoeletrico.curitiba.pr.gov.br

O Projeto Ecoelétrico consiste na primeira ação do Município no cumprimento às recomendações do termo de compromisso para a redução das emissões de gases e de riscos climáticos, assinado em Johanesburgo, África do Sul, durante o C-40, em 2014. Na modalidade frota pública é o maior do país em veículos puramente elétricos.

Vantagens do sistema

– Cada veículo do sistema compartilhado retira de 7 a 10 veículos particulares de circulação;
– Veículos puramente elétricos, o que implica benefícios econômicos e ambientais;
– Sistema pode ser integrado ao transporte público existente (infraestrutura) permitindo viagens porta a porta;
– Número de veículos e estações deve atender aos interesses de viagens dos usuários (OD);
– Serviço prestado 24 horas;
– Veículo deve ser compacto, ocupando menos espaço público e nobre da cidade;
– Vagas exclusivas a veículos elétricos, tanto do sistema de compartilhamento público quanto de elétricos privados e particulares (estes devem pagar pela energia consumida);
– Projeto irá incentivar o uso de veículos elétricos;
– Redução de congestionamentos em regiões centrais (principalmente buscando vagas para estacionar);
– Vagas utilizadas pelos veículos elétricos serão implantadas nas já existentes em vias públicas;

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