Em Curitiba, Marcha das Vadias pede o fim da cultura do estupro

Andreza Rossini


Cerca de 900 mulheres confirmaram presença na sexta edição da Marcha das Vadias, que acontece no próximo sábado (9), em Curitiba. A concentração deve começar às 10 horas, na Praça 19 de Dezembro, no centro da capital. O local, conhecido como “Praça do Homem Nú” é chamado de “Praça da Mulher Nua” pelas manifestantes.

As participantes vão percorrer os principais pontos do centro: Catedral Nossa Senhora da Luz, Calçadão da XV de Novembro, Paço Municipal e Boca Maldita. Em todos os pontos, atos vão simbolizar as diferentes violências sofridas pelas mulheres.

O tema deste ano é “denuncia e traz para as ruas a vontade de derrotar o fascismo diário presente nos nossos discursos, nos nossos comportamentos, nos nossos prazeres. É esse fascismo que tem culpabilizado as mulheres vítimas, promovido a cultura do estupro e aumentado a violência contra as mulheres”, diz o manifesto publicado na página do evento no Facebook.

Segundo a organização da Marcha, a manifestação tem o objetivo de lutar contra a culpabilização das mulheres pela violência que sofrem, em especial, a sexual. Este ano, a Marcha pautou a questão do fascismo em função do contexto social e político no Brasil que, de acordo com a organização, em culpabilizado as mulheres vítimas, promovido a cultura do estupro, além de cometer violência estatal com os últimos retrocessos da política brasileira em relação aos direitos das mulheres.

Nome polêmico

Ainda de acordo com a organização o nome “Marcha das Vadias” fez o movimento ganhar força em todo o mundo devido à força da palavra. O termo que era usado como forma de agressão às13423725_1071140236305545_720507874093395487_n mulheres é, hoje, considerado sinônimo da mulher que luta. “Se ser livre é ser vadia, então somos todas vadias” tornou-se o lema mundial das Marchas das Vadias.

A Marcha

O movimento surgiu em 2011, na cidade de Toronto, no Canadá, como forma de protesto à afirmação de um policial durante uma palestra dentro de uma Universidade. Na ocasião, o policial afirmou que “as mulheres deveriam evitar se vestir como vadias, para não serem vítimas de ataque”. Desde então, as manifestações são realizadas anualmente em diversos países e, no Brasil, se destacam as capitais Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), São Paulo, Rio de Janeiro e Recife (PE), Florianópolis (SC), entre outras cidades.

 

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