Estudantes da UFPR desocupam prédio da reitoria

Andreza Rossini


Os alunos que ocupavam a Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, desde o último dia dez, deixaram o local na manhã desta terça-feira (17). A desocupação começou às 9 horas e foi acompanhada por representantes da UFPR.

De acordo com a instituição, a vistoria no local será realizada nas próximas horas. Os alunos e representantes da UFPR chegaram a um acordo hoje, na quinta rodada de negociações.

Pouco depois das 10 horas, os servidores dos dois departamentos – que vinham trabalhando de forma improvisada em outros locais – voltaram aos seus postos.

“Foi uma vitória do diálogo. Os estudantes entenderam a necessidade de desocupar o lugar, assim como a disposição da universidade para ouvir e os limites da instituição para atender a pauta de reivindicações”, avaliou a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Maria Rita de Assis César.

A reunião que resultou na desocupação terminou à 1 hora da manhã desta terça-feira. Foto: Sucom/UFPR

O acordo prevê a formação de uma comissão para avaliar as reivindicações apresentadas pelo grupo. Vão participar representantes da UFPR, dois estudantes do grupo e representantes do DCE, do Sinditest e da ApufPR.

“Felizmente, até a meia noite de ontem a universidade não teve ciência de prejuízo financeiro causado pela paralisação dessas unidades. Esperamos que isso se confirme agora”, afirmou o pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças, Fernando Mezzadri.

Os estudantes protestavam contra a demissão de 13 trabalhadores dos Restaurantes Universitários (RU), da empresa Blumenauense. O ato impediu o acesso aos departamentos de Licitações e Contratações (Delic) e de Logística (Delog). Segundo o movimento, eles foram demitidos após participarem de uma greve no ano passado. Segundo a instituição, as conclusões desse relatório servirão de base para eventuais ajustes, tanto por parte da UFPR quanto da empresa que administra os restaurantes.

A UFPR informou que prejuízos foram causados para a comunidade acadêmica e que a instituição não pode obrigar a empresa a recontratar os funcionários. O Ministério Público do Trabalho investiga a situação dos trabalhadores dos RUs.  Os manifestantes afirmam não reconhecer a competência do MPT para resolver o caso.

Previous ArticleNext Article