Estudantes fecham ruas em protesto contra ação da PM sem ordem judicial

Jordana Martinez


Jordana Martinez e Andreza Rossini

Em reação ao bloqueio do prédio do Núcleo Regional de Educação (NRE), no bairro São Francisco, em Curitiba, ocupado desde desde a última segunda-feira (31), o grupo com cerca de 70 estudantes chegou a fechar quatro ruas da região.

O prédio foi cercado pela Polícia Militar que, até às 15hs desta terça-feira, impedia a entrada de água, comida e de novos estudantes. Nesta manhã, a luz e a água do prédio foram cortadas, o que gerou tumulto e novos protestos. Por enquanto nenhum mandado de reintegração de posse foi apresentado.

A Procuradoria Geral do Estado informou ao Paraná Portal que o pedido de reintegração teria sido feito pela assessoria jurídica da Paraná Previdência, responsável pelo local. A ParanáPrevidência negou, por meio da assessoria de imprensa, ter pedido o corte de água e luz ou auxílio da PM.

De acordo com a Polícia Militar, aposentados e pensionistas que buscavam o prédio para atendimento do Paraná Previdência estavam se sentindo incomodados com os manifestantes mascarados: “eles estavam se sentindo ameaçados e prejudicados com a presença daqueles indivíduos mascarados. Isso nós não vamos permitir. Agora não estão mais utilizando máscaras ou balaclava”, explicou o tenente-coronel Antonio Zanata Neto.

Representantes da comissão de Direitos Humanos da OAB e do Conselho Tutelar acompanham as negociações. O Procurador de Justiça do Estado do Paraná Dr. Olympio de Sá Sotto Maior afirmou que o assunto será discutido em uma audiência pública na ALEP: “está marcada na Assembleia Legislativa do Paraná uma audiência pública com deputados federais, onde vai se dar a oportunidade de estudantes de todo o estado irem lá e darem suas opiniões”, afirmou à imprensa ao entrar no prédio.

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Tumulto e confusão

Durante a ação houve tumulto e confusão. Alguns manifestantes vestiram máscaras para não serem reconhecidos. Pensionistas e aposentados tiveram dificuldades para serem atendidos. Quando a imprensa chegou para registrar os fatos dos estudantes teria jogado água em uma fotógrafa, que teria reagido e arranhado o manifestante.

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Após cerco, Ocupa Paraná orienta estudantes a reocupar escolas

No Facebook o movimento Ocupa Paraná informou que pretende manter as ocupações nas escolas do estado e voltar a entrar nas escolas que já foram desocupadas.

Conforme acordado na última sexta-feira entre estudantes, Ministério Público e Procuradoria Geral do Estado, a ocupação deve permanecer pelo menos mais esta semana no Colégio Estadual do Paraná (CEP), o maior do estado. Cerca de 30 colégios ainda seguem ocupados na capital.

O Presidente da União dos Estudantes Secundaristas, Matheus Santos, confirma as informações. “Não estão deixando as pessoas entrar. A galera está sem água, sem luz e sem mantimentos. As escolas continuam sendo ocupadas. A galera se indigna com essas ações. Conversei com o pessoal do governo e eles disseram que a ordem não saiu de la”, afirmou.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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