Exército destrói 12 mil armas no Paraná

Andreza Rossini



Um blindado do Exército vai destruir armas recebidas em Fóruns de 161 comarcas do Paraná, nesta quarta-feira (13), no bairro Boqueirão, em Curitiba. Após a destruição, as armas serão incineradas em usinas de siderurgia.

O Tribunal de Justiça do Paraná vai terminar o ano de 2017 com mais de 12 mil armas e 86 munições entregues para destruição. Os materiais foram retirados das unidades judiciais após não serem mais necessários para a condução do processo judicial.

Também será entregue um relatório de recolhimento e encaminhamento das armas de fogo, acessórios e munições sob a guarda do Poder Judiciário do Paraná.

Nos estados do Paraná e Santa Catarina, o exército já destruiu mais de 14 mil armas neste ano. A expectativa é totalizar 18 mil armas destruídas.

Acordo

A ação será realizada em cumprimento a um Acordo de Cooperação Técnica, firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Exército Brasileiro (EB).

O documento foi assinado pelo comandante do Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, e pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. “São iniciativas que o País está precisando muito para essa questão mais grave que a nossa sociedade enfrenta”, destacou o General Villas Bôas.

Armas destruídas

Em 2011 o CNJ publicou a Resolução 123, que determina que os tribunais encaminhem, ao menos duas vezes ao ano, armas de fogo e munições apreendidas ao Exército para destruição. De 2011 a 2016 pelo menos 320 mil armas juntadas aos processos foram entregues para destruição ou doação em todo o Brasil. Somente no Paraná esse número ultrapassa 70 mil no período.

Segundo a Assessoria Militar do TJ-PR, é importante retirar essas armas dos Fóruns para garantir a segurança de magistrados, servidores e da própria sociedade. Se uma ação de grandes proporções como essa não tivesse sido realizada, os armamentos (alguns apreendidos há vários anos em ações da Polícia Militar e da Polícia Civil) poderiam voltar ao crime organizado.

Previous ArticleNext Article