Familiares de ciclista morto na BR-277 protestam em Curitiba

Fernando Garcel


Foto: Cristina Serrato da Silva
Foto: Cristina Serrato da Silva

Familiares e ciclistas protestaram pela morte de Glaucio da Silva, de 44 anos, neste domingo (15). Ele morreu após ser atropelado no acostamento da BR-277, em Curitiba, por uma motorista embriagada no último domingo (8). A mulher, de 24 anos, está presa preventivamente.

A mobilização começou com uma concentração no Parque Barigui e, de lá, os participantes se encaminharam até o ponto exato do acidente, onde uma ghost bike – que é uma bicicleta pintada de branco – foi instalada em um poste.

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Foto: Cristina Serrato da Silva
Foto: Cristina Serrato da Silva

Em entrevista à BandNews FM Curitiba, Cristina Serrato da Silva, esposa de Gláucio, pediu justiça. “Isso não dá pra continuar. Bebida não combina com direção e todo mundo sabe disso, mas a gente só vai entender quando acontece com a família da gente. A gente só quer Justiça”, diz a viúva.

“Ele era uma pessoa hiperativa e não conseguia ficar parado. Ele vivia tudo muito intensamente… A única coisa que consola a gente é a parte espiritual. Eu trabalhava com ele, o meu filho trabalhava com ele. Ele era o provedor da família. Estamos juntando os caquinhos para dar continuidade, mas está bem difícil”, desabafa Cristina.

A missa de sétimo dia de falecimento de Gláucio da Silva será neste domingo, às 19 horas, na Igreja São José Trabalhador, que fica na rua Major Heitor Guimarães, número 1.525, no bairro Campina do Siqueira, em Curitiba.

Acidente

Glaucio da Silva pedalava com frequência e preferia praticar mountain bike em trilhas da região. Ele e o irmão estavam no acostamento da BR-277 quando Glaucio foi atingido por trás nas imediações do viaduto do Orleans pelo carro de uma universitária de 24 anos que dirigia embriagada na volta de uma balada. “Quando aconteceu, a perna do meu marido bateu na perna do irmão dele. Inclusive, eu acho que foi um milagre o irmão dele estar aqui hoje… Ele poderia estar morto também”, conta Cristina.

Após o acidente, a jovem, que não teve o nome divulgado pela polícia, teria confessado que ingeriu bebida alcoólica em uma festa e teria dormido ao volante quando atingiu o ciclista. Mesmo recusando realizar o teste do bafômetro, ela foi presa em flagrante por policiais rodoviários federais e encaminhada para à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran).

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Na última terça-feira (10), o juiz Rubens dos Santos Junior, da Central de Audiência de Custódia, decidiu expedir um mandado de prisão preventiva – quando não há prazo para soltura.

O delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), Vinícius Carvalho, disse que pesou contra a motorista o fato de ela ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir e de ter assumido, assim, o risco de acidentes. “Eram três possibilidades que poderiam ocorrer na audiência de custódia: a decretação da prisão preventiva, a soltura mediante fiança ou a soltura sem fiança. Eles entenderam que ela teria ingerido bebida alcoólica e, a partir disso, ela se colocou em uma BR, onde a estrada é mais perigosa, o trânsito precisa de atenção. Eles entenderam que ela assumiu o risco”.

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