Fiscalização apreende cerca de 200 bichos criados e vendidos ilegalmente

Andreza Rossini


Cerca de 200 animais foram apreendidos e encaminhados para o Centro de Controle de Zoonoses de Curitiba, para posterior abate sanitário, nesta quarta-feira (1). Dois cavalos, seis ovelhas, sete vacas, 50 aves e 130 porcos estavam sendo criados e comercializados de forma ilegal por dez famílias que habitam irregularmente uma área invadida na Reserva do Bugio, uma área de Proteção Ambiental do Rio Barigui, no bairro Tatuquara.

“Os animais estavam sendo criados em meio ao lixo, inclusive hospitalar, sem nenhum controle fitossanitário, sendo impróprios para o consumo humano por oferecer risco à saúde”, explicou o médico veterinário Fabiano Cruzara, coordenador da ação.

Os bichos foram apreendidos em uma força-tarefa formada por técnicos da Rede de Proteção Animal da Secretaria de Meio Ambiente, da Vigilância Sanitária, Guarda Municipal e da Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab).

O diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, Eros Luiz de Souza, explica que foram encontrados no local cerca de 130 porcos e que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente aguarda autorização para o recolhimento e indicação de abatedouro para realizar a remoção dos suínos. O documento é emitido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, órgão que regula o trânsito e abate de animais.

“A Prefeitura de Curitiba recebeu pela Central 156 e pela ouvidoria várias reclamações de moradores do bairro sobre o local em que os animais estavam sendo criados de maneira irregular e, principalmente, sobre a comercialização das carnes e derivados dessa produção”, afirma Alessandra Lopes, diretora do distrito sanitário Tatuquara.

A supervisora da Fundação de Ação Social (FAS) no Tatuquara, Niucéia de Fátima Oliveira, conta que as famílias têm sido acompanhadas pela instituição e que foram inúmeras vezes informadas de que não poderiam mais continuar com a criação e comercialização dos animais.

Durante a operação, técnicos da Cohab informaram às famílias que em breve será realizada a reintegração de posse da área, já autorizada pela Justiça, para que as mesmas comecem a retirar seus pertences do local. “Os moradores não ficarão desassistidos. Muitos são inquilinos dos invasores. Será realizado um cadastramento dessas pessoas para que sejam encaminhadas para o programa habitacional da companhia”, afirmou o técnico da Cohab Celso Grisalt.

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