Formação em Libras pode se tornar obrigatória na rede municipal de ensino

Mariana Ohde


Os vereadores de Curitiba votam, nesta terça-feira (24), um projeto que prevê que o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) se torne disciplina obrigatória para diretores, professores e educadores da rede municipal de ensino.

A proposta, de Pier Petruzziello (PTB), inclui a disciplina no currículo dos cursos e estratégias de formação promovidas pela Secretaria Municipal de Educação.

Segundo o vereador, a ideia é que Curitiba seja referência na inclusão de alunos com deficiência auditiva. “Assegurar a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola, sem qualquer tipo de discriminação, é um princípio que está em nossa Constituição desde 1988, mas que ainda não se tornou realidade para milhares de crianças e jovens que apresentam necessidades educacionais especiais”, justifica.

Pier Petruzziello avalia que a falta de apoio pedagógico pode afastar o jovem com deficiência auditiva da sala de aula. “Durante muitos anos, o sujeito surdo teve o processo educacional negado, sob a alegação de que não possuía o domínio da oralidade e que não era suficientemente inteligente para adquirir qualquer conhecimento. Mais do que uma política de reparação, a aquisição da Libras pelo professor assegura ao surdo uma educação de qualidade, pautada no respeito e valorização de sua identidade”, explica.

O autor argumenta que o projeto não traz impacto financeiro à prefeitura, porque o Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) já oferece cursos de Libras a servidores públicos. “Ou seja, estaríamos aproveitando a estrutura existente e canalizando o público de interesse. Vale ressaltar que a preparação já ocorre em algumas cidades do Brasil, como Londrina, Contagem, Fortaleza, Maceió, Vitória, Cuiabá e Piauí”, completa.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal