Empresas pedem frota mínima de ônibus durante greve geral

Andreza Rossini


A Justiça do Trabalho acolheu parcialmente o pedido do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) de frota mínima de 50% no horário de pico e 40% nos demais horários em Curitiba nesta sexta-feira (28) de greve geral. A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 100 mil.

O  Setransp divulgou nota ontem (27) afirmando que entraria na Justiça com o objetivo de garantir a frota mínima. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) confirmou a adesão à greve na última terça-feira (25). Convocada pelas centrais sindicais, a greve geral é um movimento nacional contra as reformas trabalhista e previdenciária que estão em tramitação no Congresso Nacional.

Por meio de nota, o Setransp pediu para que os trabalhadores não bloqueiem as garagens, para impedir o trabalho de outros colaboradores. Porém, nesta manhã, já há informações de bloqueios e os ônibus não circulavam.

Veja a nota na íntegra a nota que pede frota mínima

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) tomou conhecimento, pela imprensa, de que o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) realizará uma manifestação política na sexta-feira (28), paralisando o sistema de transporte da cidade.

As empresas de ônibus repudiam a atitude do Sindimoc, que, ao lutar pelos seus interesses, vai impedir o direito de ir e vir de mais de dois milhões de pessoas, em flagrante desrespeito à população que depende de ônibus para seus deslocamentos e aos procedimentos legais, que exigem comunicado oficial de greve com ao menos 72 horas de antecedência.

O Setransp vai buscar judicialmente o cumprimento de frota mínima e pede que o Sindimoc evite sua prática recorrente de bloquear garagens e impedir colaboradores de trabalhar.

Como sempre faz quando ocorrem paralisações, o Setransp e as empresas vão envidar todos os esforços para garantir que a frota rode normalmente e a população não fique desassistida. Além disso, buscarão a responsabilização por atos ilegais que vierem a ser praticados.

Categorias que prometem parar em 28 de abril

Asseio Cavo
Repar Petroleiros
Metalúrgicos RMC
Motoristas e cobradores
Bancários
Vigilantes
Postos combustíveis do centro Curitiba e principais bairros
Marmoreiros
Servidores Campo Largo
Professores estaduais
Professores Campo Largo
Professores municipais CTBA
Saneamento Sanepar
Alimentação PNGA
Metalúrgicos PNGA, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Irati, Pato Branco
Professores e técnicos Universidades Federais
Hospital de Clínicas (Sinditest / Andes)
Trabalhadores Saúde Estadual (Sindsaúde)
Servidores municipais e professores Araucária
Servidores Municipais São José dos Pinhais
Correios
Servidores municipais CTBA
Professores CTBA / Rede Municipal
Professores escolas particulares (Sinpropar)
Professores ensino superior rede particular (Sinpes)
Comerciários região central CTBA e SJP
Indústrias Têxteis
Indústrias Alimentação Bebidas
Servidores de Almirante Tamandaré
Servidores Incra
Professores e funcionários universidades estadias
Servidores do Incra

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